Plantão meteorológico 3 - O clima em Montevidéu

Voltei com notícias do clima caliente para não pensarem que só anuncio dias  frios, super neblinas e vendavais rs!

É bem verdade que não tenho tanta credibilidade para falar de frio, né? Baiano quando a temperatura cai para 20 graus já entra em estado de emergência!

Então, levando-se em conta minha vida lá em terras tropicais, dá para acreditar quando digo que em Montevideo anda fazendo muito calor, climão abafado, brisa quente... quase um verão senegalês! :P

A coisa está tão atípica nos últimos dias que até as noites frescas, não estão tão frescas assim.
Sempre recomendo que tragam pelo menos um casaquinho na mala de verão, um cardigã é bastante útil para um passeio noturno, principalmente se esse passeio for em Punta del Este e demais balneários.

Contrariando as recomendações, ontem sai de vestidinho tomara-que-caia sem nenhum casaco  (tão inusual que perguntei mil vezes "Tá bom? Não estranha?"), e resultado: passei calor.

Nos dias de férias que passei em La Paloma - que costuma fazer bastante friozinho a noite - sai alguns dias sem o até então indispensável casaquinho dos verões passados (a calça jeans continuou necessária) e durante o dia o banho de mar nas águas gélidas da costa uruguaia era a melhor coisa que podíamos fazer para refrescar.

Fácil entender porque as praias de Montevidéu estão cheias até nos dias de semana, com o sol dando o ar da graça até mais tarde é fácil sair do trabalho e ainda ter tempo de ir a praia.


                             Engraçado ver todo mundo saindo da praia com suas cadeirinhas.

Para aliviar o calor na mesa do bar diria que provar os vinhos brancos e rosados uruguaios pode trazer boas surpresas.

                                          Sim, tenho uma rede em casa rs!
    
Ah, esse calor costuma ser passageiro, o que eles aqui chamam de "ola de calor"... enquanto não vai embora, vou "Gabrielizando" pelas ruas de Pocitos! ;)


Abraços!
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Plaza Virgilio ou nosso novo cantinho preferido!

Em Montevideo as ramblas fazem parte do cotidiano das pessoas, é como se esse enorme calçadão beirando o Rio de La Plata fosse a extensão da varanda da casa de todos.

E vocês já sabem que tomar uns mates e jogar conversa fora sentada na rambla é uma das coisas que mais gosto de fazer aqui, daí que tenho meus cantinhos preferidos para ficar lagarteando e vendo a vida passar... presunçosa já pensava que conhecia tu-do, quando há pouco tempo descobrimos um lugarzinho novo que me deixou mais apaixonada pela cidade e com aquela pergunta "como nunca paramos aqui antes?".

Então meus caros, apresento meu novo cantinho mais querido de Montevideo: a Plaza Virgilio que fica lá no bairro de Punta Gorda!





A praça é super tranquila, claro que nos finais de semana fica mais movimentada, mas ainda assim dá para curtir porque há bastante espaço livre e o ambiente é bem familiar.

A vista de Montevideo desde este ponto é simplesmente linda.




Na rua da rambla em frente a praça há um restaurante que chama a atenção por oferecer essa vista incluída no menu! Desde que começamos a frequentar a praça, fiquei bem tentada a ir comer lá, mas desconfiando que o restaurante poderia ter aquele precinho pouco camarada, busquei algumas reviews para ir com o bolso preparado e sabendo o tipo de comida que encontraria.


Sim, costumo ler comentários de clientes e muitas vezes me deixo influenciar, daí que fiquei com a impressão - com alta chance de ser equivocada - que o melhor do restaurante era o visual e pensei "mas a vista já é nossa e é de graça".

Essa semana aproveitando o sol até a noite, improvisamos um piquenique com uns bizcochos e alfajores artesanais da padaria da esquina de casa e trocamos o mate de todo dia por um chá bem gostoso que tinha tempo guardado no armário - compramos numa ida a La Tienda del Té (boa dica para quem aprecia chás, é uma delicia a quantidade de ervas, especiarias que a pequena lojinha vende). 



Fiquei com a dúvida se o restaurante, digo a comida, vale a pena ou não. E acho que ficarei por muito tempo, a tarde foi tão feliz assim que eu quero mais é curtir a varanda de casa sentada no chão! ;) 


P.S.: Enchi o post de fotos, não consegui escolher só uma para mostrar como nosso cantinho é lindo! 

Abraço!

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Fui ao Chuí/Chuy!

Desde o verão passado quando estivemos em La Paloma que eu queria dar uma passadinha lá no Chuí e o pessoal não entendia direito meu interesse especial em conhecer justo esse lugar tendo a região tanta coisa linda para ver, como por exemplo Cabo Polonio e a Fortaleza de Santa Teresa.

Esse ano novamente de férias em La Paloma, expliquei que desde pequena tinha essa frase do Oiapoque ao Chuí na cabeça e essa história dos 2 extremos do Brasil mexia com minha imaginação, então todo mundo se compadeceu do meu sonho de ter uma foto ao lado da plaquinha "Bem-vindo ao Chuí" - porque é claro que queria um registro desse momento para a posteridade rs -  e finalmente seguimos em caravana rumo à  fronteira.


Chegando lá paramos na avenida principal e de imediato fiquei confusa: é uma mistura tão grande do que é Brasil, do que é Uruguay, do que é português, do que é espanhol, do que é peso, do que é real que custei a acostumar ou entender! 

É diferente das outras cidades de fronteira que conheci por aqui, achei a mescla muito mais intensa lá.

                                 Menú em português e espanhol: tudo junto e misturado!

Em tese a avenida principal divide o que seria Brasil e o que seria Uruguay, então do lado uruguaio há uma infinidade de free shop! Sério, é free shop que não acaba mais, um do ladinho do outro! 

Já do lado brasileiro há grandes lojas de roupas, calçados,  artigos de cama, mesa e banho, a maioria bem no estilo centrão! 

                                                                     "Lado brasileiro"
                                                             Free shop do "lado uruguaio"

Me chamou atenção ver  bastante muçulmano a frente dos estabelecimentos comerciais. Não sabia que o Rio Grande do Sul está entre os 3 estados brasileiros com maior número de imigrantes muçulmanos, e dentro do RS a cidade do Chuí é a que abriga o maior número de muçulmanos em relação a sua população total, curiosa depois da viagem, busquei no Google. 

Quando finalmente encontrei a plaquinha que dizia " Chuí - O Brasil começa aqui" era só alegria, e aí tirei minha foto visualizando mentalmente o mapa do meu país!


Porque sou dessas pessoas estranhas que tem uma certa fixação com placas e mapas, lembro quando fui à patagônia e estive na cidade de Ushuaia, lá havia uma placa que dizia "fim do mundo" e eu fiquei toda serelepe me sentindo na pontinha da América do Sul... e no Chuí lá estava eu toda contente de novo me sentindo na pontinha do Brasil! 

Passei só uma tarde na cidade - ou cidades! - e não explorei nada mais além dessa área de comércio, almoçamos numa churrascaria uruguaia e antes de ir embora lanchamos do lado brasileiro: guaraná antarctica e salgadinho fandangos, bom demais! ;)

Eramos 6 pessoas e cada uma queria comprar/olhar algo diferente, assim terminamos entrando acredito que em quase todas as lojas de free shop, uff

Para comprar nessas lojas em tese precisa de um documento estrangeiro, era a única brasileira do grupo, mas vi muitas lojas vendendo a uruguaios, o truque é não dar a nota fiscal e vender! 
Nas lojas mais sérias pedem mesmo o documento, em 2 lugares pessoas me pediram para comprar produtos com minha identidade (escrito brasileira na testa, né?), ouvi dizer que há brasileiros que cobram para fazer isso, comprei por gentileza.

O free shop que achei mais completo foi o Neutral, vende de tudo: bebidas, roupas, produtos eletrônicos... 

Basicamente o passeio foi o almoço, minha fotinha para a posteridade, uma ligação demorada para mamys com um chip perdido da tim na carteira (- Oi mãe, tô no Chuí! / - Oxe, no Chuí? Ha ha ha essa menina...) e as compras no free shop, no nosso caso - meu e do namorado - mais  "uma olhadinha" que compras, só levamos vinhos, cervejas, batatas pringles e chocolates que consumimos em La Paloma mesmo. #gordices!

Abraços! ;)


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É dia de feira!

Já comentei que Montevidéu é uma cidade cara para viver, em especial no que diz respeito aos preços das comidas e moradia.

Para o turista isso parece bobagem, uma vez que um jantar num restaurante bacaninha por aqui geralmente custa mais barato que um jantar num restaurante similar lá no Brasil, nunca entendi como eles conseguem isso rs!

Sempre que vou no mercado comprar qualquer bobagem, volto para casa achando que paguei demais e fazendo inevitáveis comparações.

Só volto contente com as sacolas - recicláveis diga-se de passagem - quando as compras são nas feiras.

Em todos os bairros, desde o mais chique ao mais simples, há feiras que acontecem de domingo a domingoAlguns bairros tem essas feiras mais de uma vez por semana, o que muda são as ruas onde está cada dia.


Aqui em Pocitos, por exemplo, a "minha" feira - a que acontece na mesma rua do meu prédio - funciona todos os domingos desde bem cedinho até umas 14h. 

Nos outros dias da semana ela se muda para outras calles, até hoje nunca gravei os dias das outras ruas, as vezes passo e vejo que está montada e aí paro para comprar algo.

Na quarta-feira encontrei a feira a umas 4 ou 5 quadras daqui e aproveitei para ser mais feliz comprando frutas, porque sabe como é, lá no mercado um pedacinho - bem "inho" - de melancia custa uns 10 reais, na feira por esse preço o pedaço é mais generoso e eu que amo melancia e ainda não sou ryca acho super digno dividir essa dica com que está de mudança para cá: fique atento aos dias de feira do seu bairro.

Lá da Bahia minha mãe, dona de casa primorosa e mulher de pouca frescura, acostumada a comprar com desenvoltura na Feira de São Joaquim, me pergunta entre risos: "mas Jamile, desde quando é novidade que feira é mais barato que supermercado?".


Novidade mesmo pode não ser, porque saber disso até eu já sabia, ou melhor, achava que sabia por ouvir dizer, mas aplicar esse conhecimento na prática e voltar com uns pesitos a mais na carteira e boas frutas nas sacolas, me deixa radiante, talvez como a melhor das Amélias! :)


Essas feiras não são enormes, ainda assim é possível encontrar uma boa variedade: desde frutas, legumes, verduras a roupas, plantas, cereais, produtos de limpeza, incensos, queijos e peixes!


P.S.: alguns feirantes são bem chatos e não te deixam escolher, empurram várias coisas já passadas, por isso prefiro as bancas que têm os avisos "escolha você mesmo". 








Para saber onde encontrar a feira mais perto de sua casa, confira a programação das ferias vecinales no site da prefeitura (nesse link).

Você só precisa saber a letra do seu município para ver os dias e ruas, cada grupo de bairro compõe o município 'x', exemplo: Pocitos e Punta Carretas fazem parte do 'CH'; Centro, Cordón e Parque Rodó do 'B'; já Malvín, Buceo e Carrasco do 'E'.

Boas compras!

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Um shopping, uma história

Quem visita hoje o Punta Carretas Shopping pode não imaginar toda a história que envolve o lugar.

O bonito shopping que leva o nome do concorrido bairro onde está localizado, foi há alguns anos atrás a penitenciária de segurança máxima do Uruguay.


A penitenciária foi inaugurada em 1915 (encontrei alguns textos que afirmam que foi em 1910) e tem a história marcada por duas grandes fugas: a primeira na década de 30 e a segunda mais impactante e histórica para o país no ano de 1971.

Nessa fuga de 1971 escaparam mais de 100 presos do grupo guerrilheiro Tupamaro, até hoje é a maior fuga de presos políticos conhecida no mundo, tendo registro inclusive no Guinness Book.

      Jornais da época repercutindo o caso. Não se desconcentre, "boquete" em espanhol é um buraco na parede! :P

O planejamento de toda a fuga que ocorreu no dia 06 de setembro é digna de roteiro de cinema: quase 1 mês antes do grande dia os presos começaram a cavar um túnel de 45 metros desde a cela de número 73 ( a penitenciaria contava com 400 celas) que se conectava com uma casa que ficava em frente ao estabelecimento penitenciário.

Essa casa foi tomada apenas um dia antes da fuga, encontrei um relato com o depoimento da proprietária da casa contando como o grupo procedeu:

Nosotras estábamos en la casa, cuando apareció Billy con unos muchachos, que se ve, habían entrado antes por su apartamento, entre los cuales estaba Henry Engler, según nos enteramos muchísimos años después. 
Nos dijeron que eran tupamaros, y que tenían que hacer un trabajo; y bueno, es ahí que nos llevaron para atrás, con mi madre, con Billy, y nos quedamos ahí, sin saber que estaba pasando o que podía ocurrir. Todo esto se dio en forma muy correcta; no hubo ninguna escena de violencia, ni nada por el estilo. Jamás podíamos sospechar que pasaría algo así."


Nas horas decisivas da fuga, os Tupamaros organizaram motins em dois pontos da cidade buscando distrair as atenções das forças políticas e públicas para o movimento que se passava na penitenciária... e conseguiram.

O atual presidente da república, o querido Pepe Mujica, fazia parte do grupo Tupamaro e foi um dos presos que escaparam nesse fatídico dia. 

A penitenciária deixou de funcionar em 1986 e por alguns anos discutiu-se o que seria feito com o espaço, quando finalmente foi vendida a um consorcio imobiliário que decidiu transformar o lugar em centro comercial, então em 1991 começaram as obras de reciclagem das antigas instalações para darem lugar ao novo shopping.

Fazia parte do projeto de reciclagem o arquiteto uruguaio Casildo Rodríguez e o argentino Juan Carlos López, autor da Galerias Pacifico de Buenos Aires, quem já visitou a capital portenha é bem provável que tenha passado por lá!

Em 1994 a antiga penitenciária abriu as portas como um shopping center.

Observando as fotos antigas e as atuais vemos que realmente muito da estrutura original foi mantida.



Não sou de recomendar visitas a shoppings em viagens, mas diante de uma história assim acho que até vale uma passadinha rs, e o bairro é uma delícia, vários cafés para dar aquela paradinha básica depois de um dia batendo perna pela cidade! ;)


Abraços!

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O abacaxi do dia!

Não costumo falar de coisas desagradáveis porque há tanta coisa linda nesse mundão de meu Deus que não vale a pena perder tempo com coisas pequenas!

Só que dessa vez resolvi dividir minha insatisfação com minha ex sorveteria preferida do mundo: a Freddo!

O atendimento cordial nunca foi o forte do local, mas a qualidade do sorvete tornava isso um detalhe a parte, afinal que importava a cara azeda das funcionárias perto da doce alegria do incomparável sorvete de dulce de leche granizado?

Pois bem, nessa última visita ao estabelecimento importou e muito!

Estavamos lá na fila - é verão e com o sol entrando pela noite esses lugares tornam-se concorridos! - quando a mulher do caixa resolveu dar uma mão às meninas que estavam servindo sorvetes.

Ok, esperamos tranquilos - apesar de achar pouco lógico, visto que ao terminar de servir todo mundo que já estava com o ticket, ela voltaria a despachar a fila, enquanto as outras 2 ficariam lá esperando para atender.

Daí quando a guria volta ao caixa, volta possuída no ritmo da ragatanga, "pedindo" para uma senhora fechar a porta por causa do ar condicionado! Ora, a porta estava aberta porque ela deixou a função dela e a fila cresceu, fazendo clientes esperarem do lado de fora!

Eu estava aburrida com a espera e como cliente assídua  pensei em tirar umas fotos para fazer um post aqui no blog, então com o celular comecei a tirar algumas fotos, quando essa criatura na ponta oposta do balcão gritou rispidamente "NO se puede sacar fotos!" e obvio, todo mundo olhou pra minha cara... constrangimento define a situação!

Com cara de poucos amigos resmunguei onde estava escrito que não era permitido tirar fotos dentro do local! É museu por acaso, ocorre alguma atividade ilícita e secreta? Ainda que houvesse o tal cartaz, a postura da funcionária deveria ser de aproximar-se e avisar educadamente que não estava permitido.

Para fechar a passagem com chave de ouro, a menina que servia e era menos histérica, me perguntou qual sabor queria e respondi que queria uma prova de ananá, ela perguntou:

-Chocolate?
- (?) No,  a-na-ná !
- Solo ananá?
- Sí!

E aí ela voltou com minha casquinha pronta com 2 bolas de abacaxi! 

Engoli a seco a vontade de rodar literalmente a baiana na Freddo, peguei o sorvete de abacaxi e saí certa que seria a última vez que iria ali.

Dando certa utilidade ao post - para não ficar só chorando as pitangas -  deixo algumas palavrinhas em espanhol usadas nas sorveterias:

Sorvete = Helado
Sabor = Gusto/Sabor
Casquinha/Cascalho = Cucurucho (minha palavra preferida rs)
Copo = Vaso
Colherzinha/ Pazinha de sorvete = Cucharita

Ahhh, seguem as fotos altamente confidenciais da sorveteria! :P





Abraço!

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Montevidéu: Capital Ibero-Americana da cultura em 2013

Avisa lá que vou me juntar ao OLODUM em Punta Gorda! Sim, a banda percussiva lá da Bahia estará amanhã em praça pública aqui em Montevideo ... e eu fiquei sabendo apenas agora!

É muita emoção, minha gente rs!

Talvez por ter sido pega assim de surpresa, a emoção é tanta que não consigo ainda me concentrar para falar da série de eventos super bacanas que celebram a escolha da cidade de Montevideo como a capital ibero-americana da cultura em 2013.

Voltarei mais tarde quando estiver menos saltitante, tá? ;)

Enquanto isso deixo o link da página da prefeitura com a programação desse mês - há atividades planejadas para o ano inteiro, já começando desse jeito quem vai dizer que não há motivos para estar feliz da vida?


Abraço!

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Noite - dia!

Passei vários dias longe de casa, vejam vocês: de casa! Acho engraçado usar essa expressão hoje em dia, mas é assim que me sinto quando chego em Montevideo... e é assim que me sinto também quando chego em Salvador, e olha, ainda fico confusa de verdade com esses sentimentos divididos rs. 

Essa semana estava lendo um texto sobre as fases que geralmente passamos no decorrer da nossa adaptação a um novo país e/ou a uma nova cultura, a mocinha avaliava que primeiro há uma lua de mel, tudo é novo, desafiador e lindo; depois vem a crise, as diferenças ficam mais claras, os problemas se evidenciam e podem gerar ansiedade e frustração.

A fase seguinte seria de ajustes, onde começamos a entender melhor a nova realidade, aprendemos a lidar com o cotidiano e buscar soluções para as diferenças; por fim vem a tal adaptação e a sensação de ser de casa, adquirimos características da nova cultura e também mantemos as de origem, as duas referências vivem em harmonia, ela chama essa fase de bi-cultural e eu me identifiquei muito com esse processo.

Foram exatamente 32 dias entre Salvador e Salto, e ontem cheguei em Montevideo tão cansada que só dormi! Daí hoje saí para resolver pagar várias coisas e já a noite, por volta das 19:45 voltei pela rambla que estava assim:


E fui tomada por uma euforia típica dos dias dias de verão quando rola uma relação de amor verdadeiro, amor eterno entre a gente - digo a cidade e eu - sabem? ;)

Acabei me estendendo, mas esse post era só pra dizer: Montevideo, sua linda, te quiero

Porque não há como não querer um lugar que faz sol até às 22h no verão!


                                                    Futebolzinho da noite na praia.

Abraços!
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