Festival de Cinema Brasileiro em Montevidéu

Passando rápido para comentar sobre o 4° Cine Fest Brasil - Montevideo que começa hoje, um festival que promete mostrar o melhor e mais recente da produção audiovisual brasileira. 

Festival Cine Uruguai

Já tinha comentado na página do facebook, mas como nem todo mundo que passa por aqui, passa por lá, achei que a informação do festival merecia aparecer no blog também.

A programação chega a oferecer 6 opções de filmes diferentes por dia, e preciso dizer que fiquei muito impressionada quando vi "Bahêa Minha Vida" figurando na lista rs. 

Vale muito a pena conferir, há algumas produções que dificilmente estarão novamente em cartaz nos cinemas da capital uruguaia.

E nessa edição ocorrerá também o 'Sabores de Brasil', durante a semana do festival 6 restaurantes uruguaios irão incluir no cardápio um prato inspirado na culinária brasileira. 

Participam do projeto os restaurantes Gardenia, Café Brasilero, Giraldita, La Cavia, Paullier y Guaná e Zudañez. 

A abertura do evento contou com um super show do Paulinho Moska na Sala Zitarrosa. 

Nesse link dá para consultar a programação completa do que vai rolar nas telas do Life Cine Alfabeta.

Garanta a pipoca e boa diversão! ;)
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O poetinha e o Uruguai

Sábado celebramos o centenário de Vinícius de Moraes, uma figura da história brasileira que tenho especial admiração. 

Gosto dos seus versos, gosto da bossa, da simplicidade, da boemia e dos contos da vida. 


Vinicius de Moraes Uruguai

Mas o que eu não sabia até pouco tempo atrás era que ele também tinha uma relação com o paisito, chegou a viver um tempo em Montevideo.

Vinícius se formou em Direito e prestou carreira diplomática durante muitos anos, em paralelo escreveu livros, crônicas, poemas, colunas em jornais, estudou cinema, produziu filmes. E ainda cantou e compôs canções que emocionaram gerações em todo o mundo.

Sua mudança ao Uruguay ocorreu no final do ano 1957 devido a compromissos com a diplomacia, ele foi transferido para a Embaixada do Brasil e permaneceu no país até 1960.

Descobri essa passagem na história do Vinícius quando vi que a pracinha do meu bairro era uma homenagem a ele. Uma pracinha modesta, pequenina, com alguns balanços a caminho do mar. Pena que perdi as fotos, vou ficar devendo.

Outra curiosidade que achei o máximo foi saber que a tal casa muito engraçada que não tinha teto, não tinha nada que cantei toda minha infância, existe! E é nada menos que a fantástica Casa Pueblo.

O verso original terminava assim: Mas era feita de pororó / Era a casa de Vilaró.  

Vinícius e o artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró eram amigos, o brasileiro frequentava a Casa Pueblo e numa dessas visitas ele improvisou versos para entreter as filhas do artista, o resultado da brincadeira ficou registrado na canção.

Hoje visitando a casa encontramos a homenagem de Páez Vilaró: um dos quartos foi batizado com o nome do nosso poetinha.

Nos anos que passou em Montevideo, Vinícius morou num apartamento no bairro de Pocitos, lá ele escreveu a música A Felicidade, várias prosas e poesias. 
"Também eu deixava-me estar no terraço de meu apartamento, um dos mais altos de Pocitos: (...) eu por minha vez, ante a ideia de compartilhar com a bem-amada a visão dos amplos espaços crepusculares do estuário do rio da Prata, e de rodeá-la, com meus braços dentro das iluminações do poente oriental, punha-me, tal um menino que, ai de mim, já não sou mais, a tamborilar com os dedos e a cantar com ela alegres sambas do meu Rio, que não é da Prata nem do Ouro, mas que é cidade de muito instante, e em hoje mora, em casa única, o meu antes triste e multifário coração."

Após esse período servindo ao Itamaraty, ele continuou marcando presença em território uruguaio e argentino.

A escritora Liana Wenner lançou o livro chamado Nuestro Vinicius, onde conta detalhes da vida do poetinha em ambos países. 

Ele era aclamado pela classe artística rio platense, participava de especiais na televisão, seus livros ficavam entre os mais vendidos, os shows lotados. 

Ele fez muitos amigos, dizem que era um traço marcante do Vinícius essa facilidade de envolver-se com as pessoas, e muitos amigos do Brasil foram visitá-lo. A escritora conta casos de encontros com Maria Bethânia, Chico Buarque, Maysa, dentre outros, na casa dele em Mar del Plata, balneário argentino.

Vinicius também teve seus amores por essas bandas, é claro. A oitava esposa foi a argentina Marta Rodríguez, eles se conheceram em Punta del Este.

O livro já foi traduzido ao português e o título ficou Vinícius Portenho, achei um tanto contraditório, já que toda resenha e sinopse retrata as temporadas que ele passou na Argentina E Uruguai, a própria autora mostrou que é mais apropriado falar da influência dele em território rio platense - que abarca ambos países obviamente - mas ok, pulamos esse detalhe e focamos no conteúdo do livro rs. 

Em Montevideo fui apresentada ao show de Vinícius no La Fusa, um café cultural em Buenos Aires onde ele costumava se apresentar com Toquinho e Maria Creuza na década de 70, o registro é um clássico na região e entrou na lista dos meus discos preferidos. 

E desse jeito conheci o Vinícius deles, o Vinícius nosso. A vida é mesmo a arte do encontro...

Abraço! ;)


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Outras histórias de brasileiros no Uruguai - Parte 2

Dando continuidade ao projeto que apresenta as histórias de outros brasileiros vivendo no Uruguay, contamos com uma nova colaboradora: a Vanessa Gazetta, uma paulista querida que mora em Montevideo há quase um ano.

Ela foi a primeira pessoa que conheci através do blog, trocavamos e-mails até que um dia nos encontramos rapidinho na Zonamerica.


Fiquei muito feliz quando ela aceitou o convite, entendo que muitas perguntas são delicadas e nem todo mundo se sente confortável dividindo suas opiniões tão publicamente, mas a Van encarou como uma forma de ajudar outras pessoas e teve uma paciência enorme com os probleminhas técnicos rs.

Foi um tal do Skype não funcionar, o notebook travar, eu não tinha instalado o programa para gravar a conversa antes de começar, ufa! 

Escutando as gravações, percebi que como entrevistadora sou uma ótima entrevistada, gente como eu falo, uma coisa beirando o Faustão! E que coisa estranha escutar a própria voz rs!

Esses temas mexem comigo e me identifico com vários causos que as meninas contam, mas a história hoje é a da Vanessa e vocês conferem agora:

BVU - Como surgiu a ideia de morar no Uruguay?

Já namorava o Francisco há 2 anos, viajava com frequência ao Uruguay, chegou uma hora que precisamos tomar uma decisão: as viagens estavam caras, estava dividida entre os dois países e não conseguia me estabelecer nos dois lugares ao mesmo tempo.

Avaliamos, e por eu gostar mais do estilo de vida do Uruguay, já morar sozinha, achamos que seria mais fácil a minha mudança para cá.

BVU - Como organizou a mudança?

Com bastante antecedência, pesquisei muito e já viajei com todos os documentos prontos do Brasil para iniciar o processo de residência assim que chegasse. 

Vendi algumas coisas que tinha, outras doei, e como viajava bastante a Montevideo, fui levando as coisas primordiais - livros, objetos pessoais - aos poucos. Fiz pequenas mudanças no limite de 23 kg da companhia aérea rs. 

BVU - Como foi conseguir um lugar para morar?
 
Quando cheguei ficamos por 3 meses na casa de praia  da família do Francisco em Parque Del Plata, que fica a 60km de Montevideo. Não nos preocupamos com móveis nesse período, pois apesar de simples a casa já tinha tudo.

Quando mudamos a Montevideo foi muito difícil encontrar apartamento, a princípio pensamos em comprar um imóvel, mas desistimos porque o preço é muito alto, aí passamos a buscar um lugar para alugar.

Levamos 2 meses na busca, não é fácil tratar direto com o proprietário, a maioria dos imóveis estão com as imobiliárias. E sempre pedem as garantias, mesmo fechando direto com o dono.

Procurei apartamento nos sites Gallito, Buscando Casas e perguntando no bairro que estava interessada em morar se alguém sabia de apartamentos para alugar. 

BVU - O idioma foi uma barreira em algum momento?

Sim, quando cheguei aqui podia entender bem, até porque o Francisco fala comigo em espanhol, mas eu não falava direito. Ainda não sinto que falo bem, sei que tenho muita coisa para aprender. Fiz curso de espanhol, me ajudou bastante, mas tive que parar porque não coincidia com os horários do trabalho que consegui. Espero poder retornar às aulas.

Eu recomendo que as pessoas estudem e deixem essa coisa de é parecido ao português de lado. Toda entrevista que fiz foi em espanhol e se você não domina o idioma, fica difícil convencer.

BVU - Com o que trabalhava no Brasil e com o que trabalha atualmente?

Sou psicóloga, no Brasil trabalhava num consultório particular atendendo 3 vezes por semana, uma vez por semana atendia numa ONG e numa clínica.

No Uruguay trabalho como atendente de call center, por vezes é frustrante, sei que poderia estar fazendo outra coisa mais interessante e que me faz mais feliz, por outro lado tenho esse trabalho de ouvir as pessoas diariamente, embora não possa fazer muita coisa, pois tenho que seguir o protocolo de respostas da empresa.

O trabalho me ajudou muito, trabalhar faz bem, me insere num grupo social, fiz muitas amizades, mas não posso dizer que é o que gosto de fazer, alivia saber que é algo temporário, enquanto meu processo de revalida está caminhando.

BVU - Foi difícil conseguir trabalho? O que você acha do mercado uruguaio em relação a estrangeiros?

Sim, não sei se pela época do ano que cheguei ou pelo meu estudo. Tinha acabado de fazer uma pós, então nas entrevistas as pessoas viam que eu era pós graduada em Teoria Psicanalítica e perguntavam se eu não ficaria frustrada trabalhando em outra coisa, por mais que eu dissesse que estava começando a vida no país, que a revalida do diploma demoraria bastante. 

Aí fui entendendo que certas informações não funcionavam como um "nossa, que profissional especializada vou ter no meu call center", então aos poucos fui 'empobrecendo' meu CV para ficar mais atrativo, adequado às ofertas que me candidatava. Essa tática deu mais certo para conseguir um trabalho.

O mercado aqui trabalha muito com indicação, chegar numa entrevista sendo indicado por alguém é uma vantagem grande.

Em relação a ser estrangeira, houve uma entrevista em que senti um tratamento diferenciado, fui aprovada pelo RH e faltava apenas a prova de português para conseguir a vaga, era a única brasileira do grupo e fui mal tratada pela pessoa que aplicava o teste e sumiu com meu resultado. 

BVU- Você conseguiu alguma oportunidade na sua área de formação?

Não, nunca me chamaram para entrevistas e não é por falta de conhecimento ou experiência. 

Não tive retorno para os trabalhos que me candidatei na área de RRHH - não tenho muita experiência - nem para os trabalhos clínicos. 
Não posso dizer que foi pelo idioma porque eles nunca nem me ouviram falar rs. 

No Brasil não foi fácil construir minha carreira, mas trabalhando em ONG's e empresas com propostas similares, fui conseguindo meus pacientes e penso em fazer o mesmo caminho aqui.

BVU - Te parece um lugar barato para viver?

Só fui perceber que era caro depois de morar aqui, com as coisas do cotidiano mesmo porque por mais que viajasse muito, era sempre aquela rotina de turista que não faz compra do mês ou paga contas de serviços, não percebia o custo de vida.

BVU - Qual item pesa mais no orçamento doméstico? Ex.: educação, moradia, transporte, alimentação, vestuário, etc.

Moradia pesa mais, o aluguel é caro, e as contas da casa também. Acho transporte barato. 

Roupa e sapato no 'dia do centro' (dia do mês quando todas as lojas oferecem descontos) dá para comprar pagando pouco, aqui quando eles falam desconto, é desconto mesmo, super barato, se falam que o cartão tal tem 25% de desconto em determinada loja é verdade, e isso a gente aproveita bem.  

BVU - Você já sofreu algum tipo de preconceito no Uruguay?

O que acontecia muito no início era quando percebiam que eu era brasileira, era como se tivessem uma permissão para serem mais engraçadinhos, um pouco mais atrevidos.
Fora isso, as pessoas aqui sempre me trataram muito bem.

BVU - Qual foi a maior dificuldade de adaptação?

Gosto da comida daqui, mas sinto muita falta da variedade de frutas e comidas do Brasil. Algumas coisas são difíceis de encontrar e eu não cozinho muito bem, sinto falta do sabor da comida caseira. 

Lá eu podia comprar uma marmita com um almoço gostoso pagando 5 reais, aqui sai caríssimo. É muito raro encontrar um restaurante que faça suco, quando tem é só de laranja rs.

Quanto ao clima foi tranquilo, faz mais frio do que em São Paulo, mas achei que o inverno passou rápido.

BVU - Há alguma informação que se você soubesse antes de ir, teria facilitado ou acelerado seu processo de adaptação?

Eu me preparei muito para a viagem, fiz muita terapia discutindo o caso, durante esses 2 anos viajei umas 20 vezes ao país, tinha noção do tempo que ia demorar com a documentação e revalida, não sabia muito dos preços de aluguel, mas não interferiu muito no meu processo de adaptação porque tínhamos um lugar para morar.

O mais difícil de ir morar fora é uma coisa que você não tem como se preparar, que é todo o desconcerto, desorganização dentro de você, é lidar com as suas emoções, suas faltas, frustrações, seus sonhos, e a mistura do que você perdeu e está ganhando, eu sinto que é a parte mais difícil de lidar na mudança e enquanto você não vive, não tem como reagir. 

Tem a felicidade de viver o que escolhemos, de investir numa vida nova, mas tem a saudade de casa, da família que também são sentimentos muito fortes. Transformar o mundo novo na sua casa leva um tempo, e você precisa estar muito bem amparado.

Faria tudo de novo, não me arrependo das escolhas que eu fiz, morar aqui é o que eu quero, mas não é todo dia um mar de rosas.

BVU - O que você espera conquistar a médio ou largo prazo vivendo no Uruguay?

Tenho certeza que vou construir meu consultório aqui, construir meu espaço profissional.
Pretendo também me naturalizar e buscar algum emprego na saúde pública ou em alguma ONG que é um trabalho que adorava fazer no Brasil. 

Espero construir minha família com o Francisco e poder viver minha vida, ter tempo para sentir, mais liberdade para deixar meus pensamentos fluírem, o que não tinha em São Paulo. 

Aqui eu sinto que aproveito muito bem qualquer passeio que eu faço, acho as coisas mais naturais, não vejo um apelo tão forte ao consumo, é tudo perto, em 1h você vai a um balneário, anda de bicicleta, toma um sorvete artesanal e eu gosto de viver assim.

BVU - Qual conselho você daria a quem está pensando em viver em terras charruas?

Se organizar, vejo muita gente que vem na loucura, não consegue se manter e acaba voltando ao Brasil. E se preparar mais com o espanhol, abre muito mais portas chegar aqui dominando o idioma. 

Brasileiros no Uruguai
                                              Vanessa em Parque del Plata

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Agradeço demais a confiança, na torcida para que seus caminhos tenham muita luz  e você conquiste tudo o que deseja, Van.

Fico muito feliz por mostrar as histórias de pessoas corajosas, persistentes, que estão correndo atrás dos seus sonhos e espero que vocês tenham gostado também desse bate-papo! ;)

Abraço!
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Destino: Punta del Diablo

O Uruguay tem outra Punta que faz o maior sucesso: conhecida como Punta del Diablo, o pequeno vilarejo à beira mar é um dos destinos de verão mais procurados do país.

Punta del Diablo Uruguai

A estrutura de Punta del Diablo em nada se assemelha a Punta del Este, nessa outra Punta tudo é mais relaxado, com um jeitinho mais simples, descolado e preços mais acessíveis. 

É um lugar que combina tranquilidade e agitação, durante o dia há aquele clima pacato do litoral, os uruguaios tomando mate, pegando sol, tudo muito sossegado. 

Punta del Diablo Praia
Punta del Diablo Ruas

Quando cai a noite, a vila de pescadores se transforma, os bailes aparecem e se sente aquele burburinho de paquera e agito nas ruas. 

No mês de janeiro tudo lá é muito concorrido: hospedagem, restaurantes, festas, etc. Há anos vem sendo o point da juventude no verão. 

Nos jornais são frequentes os títulos de "dona da noite", "clima de festa" e "rainha da noite" para descrever a vida noturna em Punta del Diablo, dizem que em todo o departamento de Rocha não há balada melhor. 

Para fazer jus à fama, opções não faltam, a noite começa com o que os uruguaios chamam de previa, lá na Bahia é o tradicional esquenta, aquela coisa de encontrar os amigos antes da festa em algum bar (ou em casa), conversar e beber uns drinks.

No centrinho, mais precisamente na Avenida de los Pescadores e Avenida Central, há uma boa oferta de bares e pubs, alguns com música ao vivo. 

Lá pelas 4h da manhã - pois é, às 4h da manhã! - o movimento migra para os boliches, que entendemos como boates, e começa a festa propriamente dita. 

Em noites de alta temporada os boliches chegam a registrar a entrada de 5.000 pessoas, os mais disputados atendem pelo nome de Bitácora - há mais de 15 anos animando a noite local, Pogo e o recém-chegado El Club. 

Esses estabelecimentos estão localizados na entrada da cidade ou convenientemente mais afastados do centrinho, casas e hospedarias, garantindo o mínimo de sono aos que viajam em busca de sombra e água fresca.

Com a luz do dia as praias voltam a ter todas as atenções, os viajantes se dividem entre a Playa de la Viuda, Playa del Rivero e  Playa de los Pescadores (ou de los Barcos / Botes como já vi alguns chamando) com os barquinhos na areia compondo um cenário charmoso e pitoresco

Punta del Diablo Praia Los Botes
Praia de los Pescadores

E tem ainda a Playa Grande, fica um pouco mais longe, é menos movimentada e separa Punta del Diablo de Santa Teresa.

A água do mar é fria, mas superados os primeiros segundos, o banho torna-se revigorante. É uma boa região também para a prática de surf, segundo dizem, os melhores meses são de setembro a novembro e março a maio.

A feirinha de artesanato é uma atração popular, boa para olhar e comprar acessórios, lembranças. Outro momento apreciado pelos turistas é a chegada dos barcos de pesca, os peixes fresquinhos podem ser comprados ali mesmo na praia.

Punta del Diablo Feira

Para almoçar/jantar há uma variedade de restaurantes e resto-pubs, muitos seguem um estilo hippie chic, outros são mais rústicos mesmo, alguns mais caros, outros mais baratos, enfim dá para escolher o que melhor se encaixa ao seu perfil ou bolso.

É uma oportunidade perfeita para provar os frutos do mar a la uruguaya, sempre é tão mais fácil encontrar carnes e parrillas que eu não perderia a chance de experimentar um peixinho, mexilhões ou pelo menos os buñuelos de algas (bolinhos de algas fritos) típicos da região.

Punta del Diablo Restaurant
Restaurante Il Tano Cucina

Punta del Diablo, assim como La Paloma, é uma boa base para explorar o departamento de Rocha, estando aí é possível fazer passeios à Fortaleza de Santa Teresa, Bosque de Ombúes, La Pedrera, Cabo Polonio, etc.

As praias uruguaias não tem a beleza tropical que estamos acostumados no Brasil, areias brancas, coqueiros, águas mornas, não esperem encontrar isso lá.

Punta del Diablo Praia Ribero
Praia del Rivero
Punta del Diablo Praia Viuda
Praia de la Viuda
Fonte: puntadeldiablo.com.uy

A natureza se apresenta com uma beleza distinta, vá de coração aberto para se encantar com a energia desses lugares, é muito fácil deixar-se levar pelo ritmo despretensioso da vida.

É curioso, mas quando lembro dos verões no Uruguay, não são as praias que me fazem suspirar saudosa, e sim aquela sensação de leveza, de bem-estar que sentimos na areia da praia ou nas ruelas dos pequenos vilarejos, os entardeceres mais belos, o mate e o papo correndo solto numa roda de amigos, simplicidade e poesia andando juntas...

Como chegar:

O acesso se dá pela Ruta 9, Km 298. 

Para quem pensa em alugar carro e ir dirigindo, a estrada costuma estar em ótimas condições desde Montevideo (até chegar a Punta del Diablo passamos por 3 barreiras de pedágio).  

De ônibus a viagem demora em média 4h30min - partindo da capital uruguaia - e a passagem ida e volta custa aproximadamente 90 reais.

As empresas Ruta del Sol, Cot e Cynsa fazem o trajeto. Consulta de horários no site da rodoviária Tres Cruces.

Onde ficar:

Há inúmeras opções, desde campings e hostels badalados a cabaninhas aconchegantes, pousadas e casas para alugar. 

Você pode conferir as opções de hospedagem no site Uruguay 360 fazendo um passeio virtual pelas instalações disponíveis. E clicando nesse link suas reservas ajudam o blog! :) 


Quando ir:

Depende do gosto de cada um, há quem goste de praia no inverno também, mas é bom levar em conta que na baixa temporada as opções são mínimas, pouca coisa funciona, pode haver muito vento ou chuva.

De dezembro a março seria a época mais recomendada, o vilarejo vibra e o sol é companhia constante... ou não, pegamos uma chuva de verão em janeiro, foi um banho digno de cinema rs!

Punta del Diablo Chuva

Abraço! ;)

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