O que fazer na Semana Santa no Uruguai

O feriado de semana santa é um feriado bem esperado no Uruguai, muita gente aproveita para viajar pelo país - muitos órgãos públicos ficam sem funcionar durante toda a semana, por exemplo. 

Muitos estudantes regressam às suas cidades de origem, já comentei em outros posts que Montevideo abriga mais da metade da população uruguaia, a maioria vem para a capital estudar e em busca de melhores oportunidades de trabalho, então em determinados feriados dá para ver um movimento grande de saída da cidade. 

Ontem a noite passei pela rodoviária e o fluxo já estava intenso, vejam só:

Semana Santa em Montevidéu

Uma curiosidade interessante é que não é raro ver a "Semana Santa" sendo tratada como "Semana de Turismo" no Uruguai, é um pequeno detalhe em referência - e respeito - ao estado laico.

Como o turismo interno fica em evidência, em paralelo aos festejos religiosos, as cidades do interior promovem diferentes eventos para atrair os visitantes.

Em Salto ocorre a Semana Termal, todo mundo vai relaxar nas piscinas de águas calentitas e a noite os bares da orla oferecem festas animadas aos que não querem só descanso.

Em Paysandú a programação da Semana de la Cerveza garante o agito, é um festival com várias barraquinhas vendendo cervejas, comidas e shows com artistas da região rio platense. 

Este ano estarão presentes as bandas Mala Tuya, Cuarteto de Nos, La Vela Puerca e Sonido Profesional: nomes do rock a cumbia uruguaia, ou seja, uma boa mescla que promete agradar distintos perfis. 

Em Colonia há propostas que envolvem turismo rural e espetáculos que vão de concertos de piano a apresentações de candombe. 

Em Rocha há eventos como a Cabalgata de Luna Llena e o Festival de Jazz nos dias 17 e 18 de abril em La Pedrera.

Mas se engana quem pensa que com tanta opção fora, Montevideo ficará caidinha, a prefeitura preparou uma lista cheia de atividades com opções para todos os dias da semana! ;)

A programação consta de 6 passeios guiados pela cidade:

  • Segunda-feira 14/04: "Peñarol y Melilla"
  • Terça-feira 15/04: "Vamos al Este"
  • Quarta-feira 16/04: "Vamos al Oeste"
  • Quinta-feira 17/04: "Paseo por Colón"
  • Sexta-feira 18/04: "Aguada y casco histórico"
Os grupos saem do cruzamento das ruas Buschental e Lucas Obes às 13:30 e cada passeio custa 150 pesos por pessoa. Os tickets podem ser comprados antecipadamente desde o domingo (13/04) na bilheteria da Rural do Prado, localizada na rua Lucas Obes das 9h às 13h.

Outro passeio que sempre recomendo é visitar o mirante panorâmico da prefeitura de Montevidéu (conhecido como Mirador Panorámico de la Intendencia), a vista é incrível!  

Nesse feriado estará aberto ao público de quarta-feira a sábado das 11h às 15h e no domingo das 11h às 12:30. As visitas guiadas de quarta-feira a sexta-feira ocorrerão às 11:15 e 14h; sábado e domingo apenas às 11:15.

A entrada é gratuita, mas tem que retirar o ticket no centro de informação turística que fica em frente a entrada da Intendencia (é bem fácil de achar a prefeitura, um prédio enorme na Av. 18 de Julio com uma réplica no David de Michelangelo nas escadarias).

O Teatro Solís também estará de portas abertas para receber os visitantes e com uma proposta diferente, nesse mês as visitas guiadas irão homenagear 4 grandes nomes da literatura uruguaia: Juan Carlos Onetti, Delmira Agustini, Felisberto Hernández e Marosa Di Giorgio.

Na Semana de Turismo funcionará nos seguintes horários:

  • Segunda-feira 14/04 a quinta-feira 17/04: 11h, 12h, 13h e 14 h.
  • Sexta-feira 18/04, sábado 19/04 e domingo 20/04: 11h, 12h, 13h, 14h e 16h.
A visita em espanhol custa 20 pesos uruguaios e demais idiomas 50 pesos uruguaios. Na quarta-feira a visita é gratuita.

Um breve resumo com o funcionamento de algumas atrações em Montevidéu no feriado:
  • Jardim Botânico (Av. 19 de Abril 1181):  Segunda a domingo das 7h a 18h. Entrada até às 17:30.
  • Museu Blanes (Av. Millán 4015). Terça a domingo das 12:15 às 17:45.
  • Museu Historia del Arte (Ejido 1360). Terça a sábado das 12h às 17:30. 
  • Museu de Arte Precolombino e Indígena (25 de Mayo 279). Segunda a quinta-feira das 11:30 às 16:30, sábado das 10h às 16h.
  • Museu do Carnaval (rambla 25 de Agosto 218). Todos os dias das 11h às 17h.
Definitivamente não dá para reclamar de falta do que fazer, né? 

Quem quiser conferir direitinho os serviços que funcionarão ou não na capital, pode acessar este link e este outro que encontrará informações mais detalhadas.

Boa viagem aos que estão chegando! Vou turistar também, quem sabe nos encontramos por aí! ;)

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Clima no Uruguai: O que trazer de roupa na mala?

O clima no Uruguai é um assunto que gera muitas dúvidas na cabeça do viajante, principalmente quando chega a hora de arrumar as malas

Clima no Uruguai
                                                         
Frequentemente me perguntam coisas sobre o tempo no paisito, se o frio é suficiente para trazer botas e casacos ou se o calor é daquele jeito brasileiro.

As estações são bem definidas por aqui, primavera, verão, outono e inverno costumam ter características próprias. 

No decorrer do ano eu vejo pela janela do quarto as árvores da rua ficarem amarelinhas, depois as folhas vão caindo a cada brisa, aí elas passam um tempo secas e logo florescem cheias de vida. É gostoso acompanhar essas mudanças.

A sensação térmica também vai mudando com o passar dos meses, começamos o ano com peças mini (vestidinhos, shortinhos, blusinhas), tudo leve e fresco para conviver bem com as temperaturas altas.

Em janeiro o negócio é quente mesmo e vivemos Uruguai 40°C (sério, os termômetros marcam facilmente 40°C)

Qualquer oportunidade para estar na praia é aproveitada, todo mundo quer férias no litoral, todo mundo quer torrar no sol, todo mundo quer se divertir. 

Clima Verão no Uruguai
                                                   Oi, verão! ;)

Com o sol se despedindo às 22h é comum as pessoas saírem do trabalho e irem fazer uma graça nas areias ou calçadão às margens do Rio de la Plata. 

Faz muito calor, as vezes irrita ficar "pegoteada", mas é uma época linda de viver, os dias são longos e o céu fica especialmente celeste.

Abril vai se aproximando e vamos tapando mais o corpo: as sandálias vão dando lugar as sapatilhas/tênis/oxford, os shorts às calças, o cardigã passa a estar presente para proteger do vento que eventualmente fica mais fresco e intenso. 

Em junho já estamos totalmente cobertos: botinhas, casacos, blusas de lã. Julho e agosto acho os meses mais frios. É frio de verdade, como o que pensamos para o sul da Europa (aqui sem a neve, obviamente). Nesses meses você pode abusar das botas, sobretudos e cachecóis. 

Mas lembre sempre de usar coisas práticas porque os ambientes fechados geralmente têm calefação, então você sai para jantar toda linda com seu tricot de gola rolê (mais algumas blusinhas por baixo) e acaba passando um sufoco danado para tirar tudo e comer sem suar em bicas. 

                     Inspiração: coleção outono/inverno 2014 da loja uruguaia Lemon

Aí vem setembro e o primeiro raio de sol um pouco mais quentinho já é suficiente para deixar o sobretudo em casa e sair saltitando pela rambla. 

Veja bem, ainda faz friozinho, mas cansamos de toda essa produção (imagina ir na esquina comprar pão e ter que se empacotar toda? Haja paciência!) e forçamos a barra: 18°C já é quase verão rs.

Outubro é tempo de começar a se mostrar, o sobretudo pesado vai para o fundo do armário, restam algumas coisas de lã para o caso do calorzinho do sol teimar em não aquecer.

Em novembro a primavera já está mais estável e é similar ao movimento de abril, aquele combo calça, camisa, cardigã e sapatilha/tênis/oxford.

E dezembro traz o verão de volta: saímos felizes por aí com as perninhas e dedinhos de fora rs! O ciclo começa e termina mais uma vez...

Muita gente vê a temperatura em sites (aqui mesmo no blog dá para acompanhar a temperatura de Montevidéu em tempo real, tem um link na barra lateral) e me pergunta se "isso" é frio ou calor. 

É complicado responder porque depende da realidade de cada um, minha mãe por exemplo, só me visita de janeiro a março rs, depois disso ela acha tudo muito frio. Ela sempre viveu em Salvador e na sua percepção 23°C já é inverno. 

Eu tenho outra percepção, para mim 20°C é uma maravilha, só sinto frio quando baixa de 10°C. 

Você pode ter outra sensação diferente, então não dá para avaliar ou definir como será para todo mundo.

Meus meses preferidos no Uruguai são a metade de outubro e todo o período de novembro, bem como a metade de março e e todo o mês de abril porque não costuma estar nem muito frio nem muito calor, é aquela coisa meia estação, você pode pegar um dia mais com cara de verão, outro com mais pinta de primavera/outono. São os períodos mais difíceis para arrumar a mala, tem que trazer de tudo um pouco.

Para ilustrar, agora estamos em abril e no fim de semana passado o sábado foi um dia ensolarado belíssimo, daqueles que você não tem vontade de sair da rambla, já o domingo foi todo de chuva e vento. 

Segunda-feira e terça-feira ficou nublado, os dias seguintes lindos de sol e o fim de semana nublado novamente. Quem passou a semana aqui teve clima para usar um vestidinho, legging e camiseta, uma calça com blazer, etc. 

Espero ter ajudado um pouco nessa questão "do que levar na mala", na dúvida coloca um pacote extra de bom humor e disposição! ;)

Abraço!


P.S.: mesmo no super verão é importante trazer uma calça e um cardigã na mala, as noites na costa oceânica costumam ser mais frescas, variando de 40° durante o dia a 20° a noite, por exemplo. 

Um lenço ou echarpe também é outra peça para incluir na mala em qualquer época, ajuda muito quando a temperatura não está tão fria, mas o vento insiste em soprar mais forte. Se você não tiver ou esquecer, tranquila, aqui vende em qualquer lugar e é bem baratinho.

P.S.2: esse ano estamos na metade de abril e já está bastante fresco quando amanhece e anoitece, se você é mais sensível ao frio já pode trazer mais roupas abrigadas do que leves porque a tendência é ir esfriando mais com o inverno se aproximando. 

Boa viagem! 
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Outras histórias de brasileiros no Uruguai - Parte 3

Cada vez gosto mais dessa série que apresenta as histórias de outros brasileiros que vivem no Uruguai.

A nossa colaboradora de hoje é a Raida Campos, uma mineira querida que mora em Montevidéu há quase 2 anos. 

Para mim é sempre é uma satisfação conhecer a experiência de outros compatriotas, saber o que eles estão fazendo e achando da vida no paisito

Uma das grandes alegrias que o blog me proporciona é essa oportunidade de conhecer muita gente bacana, várias amizades virtuais já passaram para o plano real e a Raida foi uma dessas surpresas boas.

Nos conhecemos de um jeito diferente, geralmente são as meninas que conhecem o blog e depois me apresentam a seus respectivos rs, mas dessa vez quem nos apresentou foi o marido dela que conheceu a página primeiro. 

Isso aconteceu bem na época que eu estava organizando a mudança a Dublin e só pude conhecê-los pessoalmente um ano depois quando retornei ao Uruguai. Aí foi fácil entender porque já simpatizava com o casal desde a telinha do computador.

Dessa amizade surgiu ainda a primeira parceria do blog: o anúncio que vocês vêem da Uruguias ali na barra lateral.

E para terminar, descobri outro talento da Raida, ela faz pão de queijo. Oh, Deus abençoe os mineiros rs!

Vamos a entrevista! ;)


BVU - Como surgiu a ideia de morar no Uruguay? 

Acho que como a grande maioria das brasileiras que decidem viver aqui: por AMOR, me casei com um uruguaio rs!

A história é longa, decidi ir de férias a Buenos Aires sozinha, programei toda a viagem, fiz roteiro, tudo programadinho. Muitos dias na Argentina e já satisfeita com os passeios feitos, resolvi atravessar o Rio de la Plata e ficar 4 dias no Uruguai. 

Foi então que tudo começou, conheci o Jorge Alegre, e afortunadamente não foi apenas um “amor de verão”. Namoramos à distância por um tempo, ele foi morar em Belo Horizonte para ficarmos mais próximos e enfim nos casamos no Brasil e depois viemos morar em Montevidéu. Estou aqui há 1 ano e 9 meses e espero ficar por muitos anos mais!

BVU - Como organizou a mudança?

Como o Jorge já tinha os documentos brasileiros, nos casamos no civil lá em MG. Foram muitas idas e vindas (tradutor público, Consulado Uruguaio, etc), mas acabou sendo mais fácil casar no Brasil e revalidar a certidão aqui. 

Também fiz aulas de espanhol particular com meu noivo, só para não chegar crua de tudo.

Com toda correria do casamento, festa, mudança (só quem já passou por isso sabe rs), não tive tempo de organizar os documentos necessários para revalidar meu diploma no Uruguai.

Por fim, tirei do fundo do baú todas as minhas roupas de frio que tinha quando morava na Itália, já sabia do frio que iria enfrentar por aqui, dito e feito: cheguei no final de julho e peguei um inverno típico, no início você gosta, acha romântico! Mas depois o excesso de vento, umidade e frio passam a incomodar...


BVU - Como foi conseguir um lugar para morar? 

Não foi fácil, os proprietários te pedem 6 meses de aluguel adiantado como garantia (pelo menos no nosso caso foi assim). Por sorte conseguimos alugar em uma zona muito tranquila e bonita, perto da rambla e perto de um parque, isso me ajudou na adaptação.

BVU - O idioma foi uma barreira em algum momento?

Sou crítica comigo, mesmo me esforçando e ouvindo as pessoas dizerem que eu estava falando bem, sempre esperava que podia ser melhor, hoje estou mais tranquila em relação a isso. 

Me convenci que preciso falar gramaticalmente correto e de forma que as pessoas me entendam, nunca vou falar como uma uruguaia. 

No início, o fato de não falar fluentemente não chegou a ser uma barreira porque eu procurava oportunidades de trabalho com exigência apenas do português e nas ruas as pessoas são muito educadas e prestativas, até tentam falar um portunhol para te ajudar! 

Mas é muito importante estudar e ter uma boa base do idioma antes de vir, te abre mais portas e te dá mais segurança.

BVU - Com o que trabalhava no Brasil e com o que trabalha atualmente? 

Sou pedagoga e estava cursando Serviço Social (na metade do curso), até tentei transferir, mas não foi possível, as leis são diferentes.

Trabalhei como orientadora educacional durante um tempo, mas o último trabalho era como coordenadora de projetos sociais no CRAS e pedagoga no CREAS com adolescentes infratores, não  era um trabalho fácil, mas o resultado era muito gratificante e enriquecedor.

Chegando aqui a primeira oportunidade de trabalho que tive foi em um call center com português. Meu marido tinha começado a desenvolver um projeto com outros guias colegas dele, os quais há anos já trabalhavam nesta área e todos bilíngues. Daí decidi abraçar a causa também, me inscrevi no curso de Gestão Turística e começamos a trabalhar com turismo receptivo aqui no Uruguai. 

Muito trabalho veio pela frente, planejamento, organização, estudos, mas os resultados chegaram e muito positivos. Em pouco tempo o Uruguias conseguiu um importante posto de segundo lugar no TripAdvisor e com excelentes avaliações. Nosso objetivo é oferecer um serviço personalizado, de qualidade e não temos a intenção de trabalhar com turismo de “massa” e de “preço”. Trabalhamos com traslados e passeios por todo o Uruguai, nosso público a maioria provém do Brasil, mas temos recebido muitos americanos, europeus e asiáticos.

Para mim está sendo uma experiência incrível estar sempre em contato com minha gente, fazendo o possível para que possam ter uma boa e inesquecível experiência! 

BVU - Foi difícil conseguir trabalho? O que você acha do mercado uruguaio em relação a estrangeiros? 

Não, consegui trabalho no primeiro mês de moradia aqui, mas não na minha área como gostaria. Basicamente 90% das oportunidades são como operador de telemarketing, se você não tem a revalidação do diploma, dificilmente terá outra oportunidade. A não ser que trabalhe por conta própria.

BVU - Você conseguiu alguma oportunidade na sua área de formação?

Na realidade não busquei trabalho na minha área, pois não tinha o diploma revalidado e já sabia que seria impossível dessa forma. Posteriormente, decidi mudar meu foco e estudar um novo curso na área de turismo na qual já estava trabalhando.

BVU - Te parece um lugar barato para viver? 

Não, percebi isso desde a primeira vez que vim aqui a passeio. E depois de estar morando, com o dia a dia você se dá conta que o custo de vida aqui é ALTO.

BVU - Qual item pesa mais no orçamento doméstico? Ex.: educação, moradia, transporte, alimentação, vestuário, etc.

Há coisas que são exorbitantes, como a alimentação, mas depois de colocar tudo na balança dá para obter um equilíbrio. Em comparação ao Brasil, a saúde e o transporte são mais baratos (me refiro a transporte público e táxi, porque o combustível é caríssimo). Mas a alimentação e a moradia são muito caras, na minha opinião.

BVU - Você já sofreu algum tipo de preconceito no Uruguay?

Não, nenhum. Pelo contrário, achei que as pessoas te recebem de braços abertos.

BVU - Qual foi a maior dificuldade de adaptação?

Sem dúvida a comida rs! Como uma típica mineira que gosta de muita variedade no prato e uma comida bem temperada, não foi nada fácil. Além da comida, os hábitos alimentares são muito diferentes. Mas com o tempo tudo se solucionou, pois adoro cozinhar e comemos somente em casa.

Tem dia que a saudade da família e dos amigos dói, mas daí eu penso: foi uma escolha e toda escolha exige mudança e perda, mas eu estou feliz com a decisão.

Gosto do clima daqui, tem as estações bem definidas, mas o inverno intenso cansa rs.

Outra coisa que me incomodava era a lentidão dos ônibus, tinha a sensação de estar perdendo tempo. Mas hoje até disso eu gosto rs! Aprendi a gostar e viver o ritmo de vida daqui, sinto que estou desacelerando da loucura da correria que era minha vida nas capitais onde já morei no Brasil.

BVU - Há alguma informação que se você soubesse antes de ir, teria facilitado ou acelerado seu processo de adaptação? 

Acho que só o tema do idioma mesmo, se tivesse um nível mais avançado teria facilitado muita coisa. A burocracia com a documentação para residência não tem como fugir dela, eu fiz tudo correto desde o Brasil e mesmo assim foram horas em filas, taxas e  mais taxas a pagar e uma longa espera.

BVU - O que você espera conquistar a médio ou largo prazo vivendo no Uruguay? 

Na vida pessoal, eu quero ter e criar meus filhos aqui, com segurança, tranquilidade e qualidade de vida.

Pretendo crescer profissionalmente neste novo ramo que eu escolhi, dar o melhor de mim, trabalhar com dedicação, pretendo me especializar mais, apostar todas as fichas e dar asas para ver esta empresa decolar cada vez mais! Hoje o Uruguias não é só um projeto, é uma realização para mim.

BVU - Qual conselho você daria a quem está pensando em viver em terras charrúas? 

Isso é relativo, pois depende do motivo pelo qual a pessoa vem, mas em geral: prepare toda a papelada para residência e se prepare emocionalmente, porque por mais que seja muito bom e gostoso viver aqui, como eu acho, é outra cultura, outros hábitos, tem que vir de mente e coração abertos e disposto a aprender, aceitar e mudar, as vezes pode cair um “bajón” como eles dizem aqui. 

E um bom nível do idioma ajuda muito em tudo, o resto é com cada um!

Brasileiros Morando no Uruguai

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Mais uma vez agradeço a Raida pela confiança e boa vontade em atender esse pedido para contar um pouco mais sobre a experiência de viver no Uruguai. 

Desejo de coração que sua trajetória seja iluminada e você possa alcançar seus sonhos!

E espero que vocês também tenham gostado de conhecer essa nova história.

Abraço! ;)


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