Onde ficar em Montevidéu: hospedagem

Uma dúvida recorrente desde o início do blog, tema dos primeiros textos que escrevi. Revisito hoje, afinal 10 anos se passaram e muita coisa mudou na dinâmica da cidade, apesar da resposta continuar sendo a mesma: depende.


Não é má vontade, inclusive vou na contramão da cartilha de sucesso na internet que dá a vida por títulos apelativos, soluções fantásticas e novos gurus semanais. 


Quando digo depende é porque acredito em experiências e necessidades diversas. 


A maioria dos viajantes fica dividida entre a Ciudad Vieja ou Centro X Pocitos ou Punta Carretas, quase numa dicotomia de onde seria mais ou menos perigoso, uma preocupação legítima e que talvez pudesse ser esclarecida com uma leitura básica de realidade. 


Estamos falando por um lado de uma região portuária ou central (e note: centro de uma capital latina, pequenina sim, mas a maior urbe do país, muitas realidades convivem ao mesmo tempo) e por outro lado bairros de classe média que obviamente apresentam diferenças estéticas com recortes sociais mais ou menos evidentes. 


                                                          Meu amado e pouco turístico bairro Malvin


Entendo quando as pessoas dizem que se sentem mais seguras em Pocitos do que na Ciudad Vieja, por exemplo. O que eu não sigo é o discurso categórico do bairro tal é perigoso e o outro não (nessas opções que os turistas ficam divididos).


Eu não saio andando a noite de buenas nem no centro nem em Pocitos, tomo os mesmos cuidados em ambas regiões (que são - ainda - menos desafiadores que os cuidados que tomo para sair em Salvador, que por sua vez são diferentes dos cuidados que tomo para sair em Barcelona, ou seja, tudo também é referência que cada um carrega, essas são as 3 cidades que vivencio nessa ponte confusa e cigana que é minha vida). 


Para escolher onde ficar em Montevidéu - ou qualquer destino - penso na prioridade da viagem e meu orçamento, então primeiro filtro pela faixa de preço que posso pagar, depois vou alinhando ao que desejo para a viagem, definindo se quero ficar mais perto das atrações turísticas ou mais perto da boemia, num bairro mais elegante, mais moderno, perto da praia, etc. 


Eliminando e guardando opções, logo vou comparando as comodidades também dentro do que considero importante ou irrelevante, tipo não suporto quarto com carpete e falta de janela, acho indispensável banheiro no quarto, abro mão de elevador e recepção 24h sem problemas e por aí vai. 


Parece bobo, mas basta olhar reviews de hotéis para ver que sempre tem gente reclamando de informações que estão descritas ou são óbvias nas fotos do anúncio, tipo não tinha frigobar, o quarto era sem varanda, etc.


A melhor região vai depender dos interesses, mas se posso dar meus 10 centavos nessa história em Montevidéu recomendo o bairro Cordón Sur, houve um boom imobiliário e na oferta gastronômica que deixaram a região com muita interessância, repito há anos que é ali entre o Parque Rodo e Cordón onde ficam meus rolês preferidos (muito bem detalhados no nosso guia digital). 


No mais, Montevideo é compacta: 7min de carro - ou ônibus, bicicleta - pra lá ou pra cá e já mudou de bairro. 


As opções de hotéis no centro tendem a ser mais econômicas (também encontramos uma boa oferta de hotéis boutique cheios de charme), tratando-se de Airbnb não vejo lá muita diferença, claro que sempre depende também das comodidades do imóvel.

Em fevereiro experimentamos um Airbnb no Centro, um apart hotel em Pocitos e um hotel em Tres Cruces (nos links já dá para checar mais info, aqui no blog vou detalhar em outro post para não ficar muito grande o texto e estaremos testando mais opções em outras localizações nas próximas semanas, fiquem de olho).


O hotel em Tres Cruces foi levemente mais caro que o apart em Pocitos (exatamente 2 euros de diferença na época - os preços podem variar dependendo do mês ou antecedência da reserva) e custou o mesmo que o apê no Centro, ou seja, apenas pelo preço poderia estar em muitos bairros de Montevidéu (e sim, pagamos tudo integralmente, nunca me anunciei blogueira hehe).


O detalhe ficou na comodidade e espaço que cada hospedagem oferecia: passamos de um quarto de hotel sem varanda nem cozinha que não eram essenciais para os primeiros dias da viagem para um apart de 1 dormitório com varandão e cozinha que já facilitou bastante não ter que comer fora todos os dias e terminamos num apartamento completo de 2 dormitórios com canto de escritório que atendia melhor o que precisavamos na última etapa viajando e trabalhando com 2 crianças.


Resumo é que não tem melhor nem pior, tem o que atende o que cada um está buscando.


Boa viagem, boa sorte e espero ter ajudado na decisão! <3



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