Queijos artesanais em Montevidéu: DeGuarda

Um local que é um pedaço do paraíso para quem ama queijos artesanais.

A DeGuarda faz a melhor seleção dos queijos produzidos em todo Uruguai e disponibiliza esses produtos num local delicioso e super central de Montevidéu (fazem entregas a domicilio também e preparam packs diferentes todos os meses, vale a pena ficar de olho nas propostas que lançam nas redes sociais). 


Não consigo ficar indiferente quando entro na loja - que está sempre com a temperatura mais fresca - e vejo todas as peças expostas no balcão: lindas e apetitosas.



É sempre difícil escolher o que levar, o estoque como tudo que é mais artesanal, produzido assim em menor escala, costuma variar bastante. E eu gosto de ser surpreendida, encontrar novidades, uns queijinhos mais ousados, experimentais e também os grandes clássicos (um pedacito de parmesão e queijo Colonia, por favor!). Tem de tudo, nunca saí decepcionada.


Já cheguei junto com um produtor fazendo a entrega, já cheguei faltando pouco para a loja fechar, já fui grávida e com restrições e muitas dúvidas: em todas as situações o atendimento foi simpático e as orientações e sugestões foram muito bem aproveitadas.


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Punta com Crianças: Parque El Jagüel

Punta del Este com crianças é tão possível que eu, mãe de duas meninas e apaixonada por Montevidéu, vivo sonhando em mudar pra lá. Acho o balneário uma delícia para curtir em família, além da praia e areia que garantem sempre muita diversão com os pequenos, tem um ambiente muito tranquilo, natural e amigável.


Sim, vamos desconstruir um pouco essa imagem de Punta pintada nos programas do Amaury hehe. Aquela dos cassinos, baladas e prédios espelhados. Não por ser equivocada, existe essa Punta. Assim como existe uma outra versão que abraça famílias com niños e tem ares de calmaria e simplicidade.

No nosso roteiro do que fazer em Punta del Este com crianças, o Parque El Jagüel é o maior sucesso de todas as temporadas, um espaço incrível com vários brinquedos e gratuito.



A área do parque é enorme, tem estacionamento fácil, é limpo e organizado, uma opção para passar uma tarde inteira. Mesmo ficando horas, nossa pequena nunca dá conta de brincar em tudo, tem casinhas de madeira, tobogã, barco pirata, helicóptero, trator, muitos brinquedos de todo tipo e muito verde.

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Hospedagem em Colonia do Sacramento: Taurinas

Nossa última passagem por Colonia do Sacramento foi de um jeito diferente: estavamos viajando e passeando, mas também trabalhando em período integral alguns dias da semana. Nossa criança de 6 anos bem serelepe de férias acompanhando. Nômades. E talvez locos hehe (foram 2 meses assim pelo Uruguai e eu estava grávida).

Nesse formato precisavamos de uma hospedagem com mais espaço e cômodos separados para conseguirmos equilibrar uma reunião aqui, uma vídeo chamada acolá e todo mundo conseguir conviver sem atrapalhar ninguém (na teoria, quem viveu sabe o esquema home office com guri kkcry). 

Quarto de hotel não era uma opção e pela primeira vez procurei apartamento de temporada em Colonia, me surpreendi com as possibilidades e acabei escolhendo o Taurinas: um edifício pequeno, novinho e vizinho a Plaza de Toros que finalizava as reformas, da janela dos quartos todo dia admiravamos a construção. 


Melhor custo x benefício (sim, pagamos a hospedagem, o que vira dica aqui no blog é porque foi aprovado mesmo sem outros interesses).

Apartamento amplo, dois quartos (um de casal e outro com 2 camas de solteiro), funcional. Bom banheiro e ducha. Cozinha equipada que é sempre uma vantagem quando viajamos com criança ou estamos numa viagem longa: passei nas quitandas e mercadinhos das redondezas e cozinhei coisas básicas algumas vezes, o bolso agradeceu. 


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Bar de Vinhos: Montevideo Wine Experience

Essa dica não é novidade, quem tem nosso guia desde a primeira edição já sabe: o Montevideo Wine Experience é o melhor wine bar que conheço não apenas em Montevidéu, mas em todos os lugares que andei.

É descontracturado, como talvez definiriam os uruguaios. Pra gente seria algo como leve, sem frescura, despretensioso.  Tem buena onda e uma seleção de vinhos locais bem variada e interessante.

Fica ali na Ciudad Vieja, perto do Mercado do Porto, numa esquina de casarões antigos do centro histórico (vizinho também do Es Mercat, melhor restaurante de frutos do mar da cidade, também no guia desde a primeira edição e dica que já cantamos há anos). 



Um espaço com personalidade, não se parece a nenhum outro wine bar, tem um toque vintage e aconchegante, é fácil entrar e sentir-se em casa. O que acho um mérito louvável. O mundo do vinho costuma ter um ar formal, uma certa pompa que afasta quem acha que não entende de vinho (carece não, é para ser feliz, minha gente, experimentar, compartilhar, aprender coisas diferentes, não é para elaborar uma tese).


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O Arboretum Lussich em Punta

A Punta que eu gosto é mais fora do óbvio, menos estacional, tem vida além mar e baladas, é interessante mesmo passado o verão (ainda que eu ame o verão e suas obviedades também, tá? Deus me libre ser blasé, bikini e clericot  melhor clichê).

Gosto das possibilidades, outras formas. Da natureza que abunda e da tranquilidade que reina nos outros meses do ano.

O texto de hoje traz uma dica bem gostosinha de passeio menos recorrente quando se pensa no balneário: uma caminhada no bosque, ali no Arboretum Lussich e visita ao seu pequeno museu.

Arboretum quer dizer coleção de árvores, exatamente o que a família Lussich criou. 

Nesse bosque de quase 200 hectáreas estão catalogadas cerca de 380 especies, sendo aproximadamente 70 da flora nativa e as demais oriundas de outras partes do mundo.

Como tudo surgiu é um caso curioso. Seu Lussich no final dos anos 1800 e bolinhas comprou nada menos que mil e oitocentas hectáreas de campo, um investimento meio controverso onde o vento faz a curva, um terreno pedregoso, supostamente infértil. 


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Rizoma: Livros e Café em José Ignacio

Um sonho de lugar, foi o que pensei quando o maridón me enviou o perfil do Rizoma dizendo mira seguido de uma carinha feliz. Respondi com um bora agora, pois era tudo que eu gosto no lugar que eu gosto: livros, café, atelier de cerâmica mais hospedagem charmosa ali pertinho da praia de José Ignacio.

O Riozoma é assim múltiplo, várias propostas coabitando num espaço bonito vizinho ao mar, cheio de árvores ao redor. Elegante e também aconchegante. 


Tem arte, tem cheirinho de café. Tem horta orgânica e mesas no pátio. Um acervo completíssimo de livros como se estivessemos numa livraria no meio da cidade grande, mas pela janela o chão é de terra batida, o vento balança as ramas e os pássaros cantam. Idílico e também real. 

Visitamos nas primeiras semanas de inaugurado, ainda naquele verão pandêmico de portas fechadas para turismo externo no Uruguai. Foi nosso achadinho das férias compartilhado com entusiasmo nos stories na época, é uma das dicas que recebo mais comentários até hoje.

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Colonia: outras dicas

No mês passado fui convidada pelo programa Conexão 123 para uma conversa sobre Colônia do Sacramento, um dos destinos mais charmosos e fotogênicos do Uruguai.

A produtora me pediu dicas fora do óbvio que vamos combinar é a nossa especialidade.

Listei num vídeo 2 minutos e uns quebrados algumas ótimas opções para unir ao roteiro clássico e deixar a viagem toda mais especial e feliz. 

E hoje vim compartilhar essa seleção aqui no blog (nem tudo entrou no programa e de novo observei que tem muito conteúdo bacana que só dividi nos stories do instagram que é aquela coisa quase inútil que desaparece em 24h, né? Mesmo quando vira foto no feed ou recheio dos destacados, fica meio perdido no mar de distrações que é a rede).

Muito que bem. Volto ao tema do post. Tomei como base atividades nos arredores de Colônia do Sacramento, mas que fossem próximas - não mais de 40min de distância - do centro, assim seriam também viáveis para quem tivesse pouco tempo (nesse ponto entra a questão do pernoite ou bate e volta, cês já sabem que sou partidária de dormir pelo menos uma noite na cidade).


Comecei sugerindo uma parada na praia de Santa Ana que fica apenas 22km de Colonia. 

Nessa região oeste do país as praias são de rio, uma paisagem e experiência bem diferente do que estava acostumada na Bahia, mas igualmente desfrutável. 

Santa Ana é um refúgio de calma, cercada por bosques frondosos e de areia branca, oferece um cenário protegido e bonito. O rio tem personalidade e encontrá-lo bravo ou sereno, azul ou marrom, depende da sorte de cada visitante. 

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Mar de Pinos: Hospedagem em Punta

Trazendo para o blog um dos espaços mais gostosinhos que experimentamos no Uruguai: a casita Mar de Pinos, um refúgio de afetos e sensações ali entre a lagoa e o mar.


Uma casa no meio do bosque ideal para relaxar e estar em contato com a natureza. 


Estivemos a primeira vez em março de 2021, eu gravidíssima de 6 meses sonhando com sossego (embora viajando também com uma criança de 6 anos, aquela conta que não fecha haha), o Uruguai ainda estava fechado para turismo externo, só entrava no país os cidadãos, residentes e algumas poucas exceções. Tudo estava ainda mais tranquilo e vazio do que de costume. 


Encontramos um lugar de muita paz e muito verde. Uma casa compacta desenhada para atender as necessidades dos viajantes com leveza, beleza e conforto.




Ambientes que se integram, janelas que viram molduras para o bosque ao redor. Silêncio. Os pinos, os bichos (gatos e cachorro, os pets da casa que todos os dias nos visitavam). Solzinho no deck, balanço na rede. Calma e prazer.
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Camomila Pasteleria: Café em Pocitos

Tenho uma nova confeitaria favorita em Montevidéu: a Camomila Pasteleria ali em Pocitos.


Descobri ao acaso indo comprar pão (na também maravilhosa La Resistence Boulangerie que fica na mesma rua). 

A casa é um encanto, impossível passar e não admirar a arte belíssima e colorida na fachada. 



No Camomila cada detalhe parece contar e o resultado é muito aconchego, as cores em tons pasteis misturadas com plantinhas ornam com todas as delícias que diariamente recheiam o balcão.

Pra mim elas oferecem a melhor variedade da cidade e os bolos mais fofinhos. Já comentei aqui no blog que tenho pavor de bolo seco e também molhado demais como brasileiro costuma amar, pois é, sou essa pessoa chata do bolo, quase uma jurada do Cake Boss hehe, lá na Camomila encontrei o equilíbrio que eu gosto. 

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Março festivo: 10 anos do blog

Eu planejei tanta, mas tanta coisa para esse dia e no final passou batido. Quase. Fiz ali aos 45 do segundo tempo - dia 31 de marco - um post no instagram. Tinha programado conteúdo diário na minha planilha imaginária e até sorteio pensei seriamente em fazer, queria retribuir todo carinho recebido nesses 10 anos.


Dez anos, gente. Uma década inteirinha compartilhando o que o coração sente no Uruguai. O que me enche os olhos e abraça a alma. Uma terra que escolhi amar, que tem lá um monte de problemáticas também. Não as ignoro, vivo o Uruguay de dentro. Entre idas e vindas nesses 12 anos de encontro. Mudei, morei, casei, trabalhei, pari. Virou parte de mim e o blog ocupa um pedaço bonito nessa trajetória. 


                                                 Grávida pela segunda vez em José Ignacio, março 2021.

Comecei a escrever num 03 de março de 2012, um ano e pouquinho depois da minha mudança, hoje lendo os relatos aparentemente tomei a decisão, criei a página, fiz um texto dizendo que voltava com mais info depois e voltei no mesmo dia haha (já cumpri melhor minhas promessas ou era a disponibilidade da xuventude sem filhas, observo com risos de nervoso enquanto digito amamentando uma no sling). 

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Domingo na feira: Tristán Narvaja

Primeiro domingo de fevereiro. O ano é 2022 e o instagram não funciona há horas, vim blogar. Essa ferramenta jurássica que dizem estar de volta. Tomara que sim. Linhas e palavras, saudades. 


A afetação dos videos coreografados e iguais, cês também se irritam? Sei nem o que fazer aqui nesse silêncio, tela branca, sem limite de caracteres. Até quando resistirei sem apontar os dedinhos com soluções fantásticas? Falta a dopamina das interações imediatas da outra rede, percebo desconfiada. As fotos já estavam preparadas para serem compartilhadas, quase lamento. 


Chove, um verano que insiste em ser gris. Coloco um tango, sintonia com a nostalgia. Alma vieja. Trilha do dia. 


Fui na feira sem nenhuma necessidade aparente, assim a ver lo que hay. Fazia tempo não ia. Dizem que é o lugar em Montevidéu onde se encontra tudo que está buscando e até o que não se sabia que buscava. Dou fé. Me acho no improvável. 


Bar em Montevideu

Chego na porta da Facultad de Derecho, dali já se sentia o vuco de feira. Barracas, gente, bandeiras e panfletos de uma votação. Me pedem votos pelo , pelo no. Eu não voto, mas é um mero detalhe. Atravesso. Coloco a mochila pra frente, pois malandro é malandro e mané é mané.  Adentro pela Tristán entre puestitos de plantas, roupas, quinquilharias, frutas e verduras. Cruzo com a comparsa do bairro. Som dos tambores. Duas mulheres dançam, riem e coletam doações. É carnaval. Nem a dureza de um sábado cinza permanece indiferente a alegria. 

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