Mudar para o Uruguai

Nos últimos dias o número de visualizações do blog aumentou consideravelmente e o assunto morar no Uruguai tornou-se destaque absoluto.

Emprego, revalidar título, custo de vida, aluguel, bairros e derivados agora aparecem antes de palavras como roteiro, clima, moeda e dicas de passeios.

Mudar para o Uruguai

É triste e eu queria ter uma palavra de conforto para cada pessoa que chega sem esperança ou com medo nessa página. 

Queria também poder dizer que dá para arrumar tudo e sair correndo para o país vizinho sem planejamento ou pesquisa porque no final as coisas se ajeitam, mas não é assim que funciona. 

Eu entendo o desespero, a urgência, mas respire e foque. Informe-se e tenha uma reserva financeira, você vai precisar. 

O Uruguai é incrível, sim. Tem problemas também, claro. Se apresenta mais estabilizado e oferece garantias humanas, inclusive para as minorias.

É bem verdade que politicamente começa a surgir um burburinho, um discurso mais polarizado que muitas vezes me lembra o que vivemos no Brasil - sem o extremismo que nos acomete, por suerte - sobre o cansaço e a permanência do partido x no poder, eu não quero entrar no mérito se é certo ou errado pelo amor das deusas, só quero comentar que no ano que vem terá eleições e o cenário é mais incerto do que em outros anos.

O Uruguai é cheio de encantos, mas o custo de vida é altíssimo, o seu padrão vai mudar com toda certeza. É uma terra que escolhi ficar e partir mais de uma vez, onde minha filha nasceu e adotei para sempre como meu lugar no mundo. 

Nesse texto vou tentar reunir as informações que estão soltas no blog sobre a vida no Uruguai.

Supondo que você já tenha decidido mudar e tentar a sorte no paisito: qual o próximo passo? Procurar o consulado ou embaixada uruguaia mais próxima de onde você mora (lista aqui) e iniciar os tramites legais para a residência.

Você já deve ter ouvido falar que há acordos que facilitam a ida de brasileiros e é verdade: podemos morar, estudar e trabalhar legalmente no Uruguai (e outros países do Mercosul, por exemplo, morei na Colômbia nesse mesmo esquema), a pegadinha é que o processo é simples, mas não deixa de ser burocrático. 

Há uma lista de documentos e legalizações nesse pacote. O seu pedido não vai ser negado, mas não é esse oba-oba que o povo pinta que o governo está buscando atrair ou ajudar brasileiros. 

A vantagem está na simplificação do tramite e ponto, não fantasie com benefícios para arrumar trabalho ou moradia, vou falar sobre esses temas logo mais.

Para tirar a documentação leva tempo, requer paciência, você pode encontrar funcionários fantásticos e outros que não têm muita ideia do que estão fazendo e vão te mandar ir e voltar várias vezes (beijo, moça querida da imigração!) porque falta um documento aqui, outro acolá que ninguém nunca avisou que precisava e agora precisa. 

A embaixada tem um arquivo em pdf excelente com 66 páginas que esclarece toda a papelada bonitinha, veja aqui.

- Ah, não tem consulado na minha cidade / não quero esperar no Brasil, tem outro jeito? Tem. 

O ideal seria viajar com tudo pronto, mas você pode tirar a residência diretamente no Uruguai. Eu fiz desse jeito em 2011 quando o sistema ainda não estava tão carregado, hoje são muitos imigrantes brasileiros, venezuelanos e dominicanos solicitando a residência.

Na minha época o mais complicado foi precisar apresentar a certidão de nascimento num consulado uruguaio em território brasileiro quando já estava morando no Uruguai, ou seja, foi preciso fazer uma viagem ao Chuí - umas 5h e quebrados de viagem e quase 200 reais de passagem - para depois registrar a certidão no cartório em Montevidéu, os outros documentos consegui resolver lá no consulado brasileiro e no Ministério das Relações Exteriores em Montevidéu. 

Para as solicitações feitas a partir de maio de 2018 me chamou atenção o pedido novo da carteira de vacinação e mesmo com o processo agora simplificado, a certidão de nascimento precisa estar apostilada. Mais info aqui.

Passada essa fase inicial dos documentos, o outro desafio é encontrar um lugar para morar.

Mudar para Montevideu

Eu acho que a melhor forma é alugar um apartamento temporário pelo menos por 1 mês para ter a tranquilidade de chegar e se localizar, ter tempo para visitar imóveis antes de fechar um contrato, entender realmente qual bairro atende melhor suas necessidades e em paralelo ir resolvendo as pendências que você terá pela frente, como abrir conta em banco, contratar seguro de saúde, procurar escolas/creches, aprender onde comprar comida, serviços, etc. 

Todas as vezes que mudei de país, aluguei apartamento para o primeiro mês pelo AirBnb, teve lugar que conseguimos achar nosso cafofo nesse período certinho, teve outros que precisamos renovar e nunca tem como saber antes se você vai conseguir o apê nas condições que procura em 7 dias ou 37 dias, a desvantagem de aluguel temporário é que sai muito mais caro que um contrato anual normal.

Outro ponto importantíssimo a ser considerado é o idioma. Não tem essa de espanhol é fácil, vou aprender por osmose. Se a ideia é morar, tem que investir na língua: estudar. Tem várias escolas que ensinam espanhol para estrangeiros e professores particulares, aplicativos gratuitos, como o Duolingo, etc, muitos caminhos para aprender a se comunicar bem. 

O clima também interfere bastante nessa fase inicial, é comum ignorar esse detalhe, mas os meses de inverno - sobretudo para quem não está acostumado ou não gosta - tendem a ser meses mais difíceis para adaptar-se, os dias são mais curtos, faz muito frio, o movimento nas ruas é menos intenso, a paisagem é mais cinza. 

Mudar de país é uma experiência que mexe fortemente com o emocional e não temos ideia como reagiremos até estarmos vivendo essa situação. Sair da zona de conforto é sensacional, mas é difícil mesmo com entusiasmo, mesmo quando as coisas caminham dentro do previsto, mesmo quando é isso que a gente busca e deseja. 

Se encontrar nesse novo mundo onde você meio que perde referências que acreditava que te definiam ou que falavam por si só - cresci no bairro tal, estudei na escola x, sou filho de fulano, me formei no curso y, trabalhei no local z e blábláblá nesse cenário novo talvez não faça mais o menor sentido, é você por você mesmo construindo relações do zero - é um desafio imenso. 

Pode parecer papo de hippie e 'ai, menina, me poupe', mas quando você passar pela primeira bad - todo mundo passa - vai lembrar desse texto hehe.

Morar no Uruguai

Seguindo numa linha mais objetiva, uma pergunta que sempre recebo é sobre o elevado custo de vida.

Para quem já pesquisou um tiquinho é bem nítido que é caro morar em Montevidéu, então qual é o segredo para conseguir viver? Adaptar-se ao estilo uruguaio, em outras linhas consumir menos, desperdiçar menos.


A renda mensal que tinhamos em Montevidéu (que era boa para o que o mercado oferece) certamente seria suficiente para viver com mais 'conforto' no Brasil.

Uso conforto entre aspas porque na realidade quero dizer que com o dinheiro que faziamos em Montevidéu comprariamos mais coisas no Brasil, pra mim não era uma frustração comprar menos e a vida se fazia possível e feliz dessa maneira também.

As pessoas ficam confusas quando digo isso e vou dar um exemplo com o nosso carro, compramos um Hyundai i-10 0Km em 2014, como não consigo comparar o preço de mercado hoje em ambos países (não achei o preço dele no Brasil), vou tomar como referência o modelo Hb20 Comfort Plus, no Uruguai ele custa o equivalente a 68 mil reais, no Brasil custa 47 mil.

Por isso, falei lá no início do texto que o seu padrão seguramente iria mudar. Você vai pagar mais pelo carro que decidir comprar, vai pagar mais caro para abastecer (o litro da gasolina custa 6 reais e centavinhos), vai pagar mais caro para andar de busão (custa 4 reais a passagem), vai pagar mais na banana ou arroz que come, no sabonete que toma banho e em muitos outros produtos necessários ou não. 

Por outro lado, eu poderia fazer um texto só com as coisas que eu ganhei e não se compram desde que cheguei nesse pedaço do sul.

Aprendi a viver consumindo e desperdiçando menos. Mudando pequenos hábitos como fazer a feira na rua, dar prioridade aos produtos da estação, perceber exatamente quanto precisavamos de comida para a semana e assim raramente alimentos paravam no lixo. 

Aprendi a fazer minha comida, limpar a minha sujeira e posteriormente a bunda da minha filha sem ajuda de terceiros. Não tinha diarista nem babá. 

Usavamos apenas um carro para nossa família de 3. Nosso apartamento ficava perto do trabalho, meu e do marido. Dava para ir de bicicleta se quisessemos (e ele ia, eu ainda mal consigo fazer curva na magrela hehe, mas o que estou querendo mostrar é que existem alternativas, caro sempre vai ser, porém, mais do que mágica para equilibrar os pratinhos, há prioridades e escolhas). 

Lindo, Jamile, mas o que seria uma renda boa? Consigo escutar vocês perguntando hehe. É subjetivo e diria até polêmico, né? Na minha visão mais de 60 mil pesos para um casal viver de buenas sem ser só para pagar boletos. 

Então, quer dizer que não se vive bem com menos disso? Claro que não! Já vi gente dizer que vive ok com vintão por mês! Aí vai depender da experiência, realidade prévia, história de cada indivíduo.

Mas, eu acredito que o basicão para um casal seria 35 mil pesos para viver com as contas bem controladinhas na ponta do lápis.

E nessa matemática o aluguel é o que leva a maior parte da renda. É nesse ponto que você vai investir sua reserva financeira quando chegar: para pagar a garantia (de 3 a 5 aluguéis que ficam numa conta no banco até o final do contrato, há outras formas de garantia, como a Anda, mas para quem chega sem trabalho é mais difícil conseguir, existe a possibilidade de substituir a antiguidade laboral por um... depósito! Você vai precisar de dinheiro de um jeito ou outro) e se alugar com imobiliária vai pagar ainda a comissão (isso mesmo, cabe ao inquilino pagar) no valor de um aluguel mais 22% de IVA.

Os dois contratos de aluguel que fizemos em Montevidéu foram com garantia por depósito bancário. Ambos duraram 2 anos, ou seja, foram 4 anos de 'poupança forçada' porque o dinheiro correspondente a 5 aluguéis em cada contrato ficou lá bonito no banco sem que pudessemos mexer  até entregar o apartamento (pelo menos é corrigido como se fosse uma poupança mesmo).

Os 2 apartamentos fechamos com imobiliárias basicamente porque a maioria dos apartamentos são negociados com corretores e não encontramos diretamente com o proprietário - único jeito de escapar de pagar a salgada comissão - apartamentos no período e/ou jeito que queriamos.

E como saber se o anúncio é com imobiliária ou proprietário? Vai estar bem explícito no aviso: dueño alquila (dono aluga).

- Tá, fia, e quanto custa um apêzinho?

Depende. Fiz a seguinte simulação agora (dia 11/10): apartamento de 1 dormitório até 10 mil pesos no site do classificados Gallito e encontrei poucas opções em bairros que eu não moraria.

Não estou falando de bairros descolados. Nesse valor de até 1.150 reais não apareceu nenhum cantinho no Centro, Cordon, Prado, La Aguada, Blanqueada, Buceo, Tres Cruces, que são bairros mais econômicos com áreas boas, outras nem tanto (tem que ir e ver), mas que eu viveria.


Esses bairros só aparecem na pesquisa de 10 a 15 mil pesos. No Centro apareceram 115 imóveis disponíveis e em Cordón 80 anúncios, por exemplo.

Nessa faixa também já aparecem imóveis em Pocitos (23) e Punta Carretas (6), bairros que costumam ser referências para os turistas. Para encontrar mais opções nesses dois últimos pagando esse valor só procurando por monoambientes que são chiquitos chiquitos, apartamentos de 20 a 30 metros quadrados (não tem quarto separado).


Viver em Montevideu

Para quem está com orçamento mais justo, é melhor focar nos apartamentos mais antigos, de poucos andares, sem elevador ou portaria, os gastos comunes - equivalente ao condomínio - são mais baratos. 

Quem pensa em alugar casa com quintal é melhor sair de Montevidéu e apostar em Canelones, 40min mais ou menos até o centro e com preços mais interessantes.


Solymar e Lagomar são opções que me agradam muito, depois que tive filha fiquei nessa coisa de cuidar de plantinhas, ter quintal e tal. Eu teria mudado se não fosse meu receio de ficar numa casa sozinha, não é incomum casos de assaltos (pois é, acontece também no Uruguai, embora conheça pessoas que moram em casas e nunca tiveram problemas).

O movimento para essa região tem crescido bastante, há muita construção nova. Alguns projetos de bairros privados (condomínio fechado) mais acessíveis que oferecem salão de festas pequeno com churrasqueira e portaria, custa em torno de 22mil pesos o aluguel de um duplex de 2/4 e 3.200 pesos os gastos comunes.

Me assusta um pouco ver esse conceito de condomínio fechado se normalizando, quando visitei o Uruguai pela primeira vez em 2010 das coisas que mais me chamaram atenção foram justamente as casas sem muros.

Agora há toda uma área de casas nesses esquema de bairro privado com serviços para diferentes públicos, em Solymar, Lagomar, El Pinar como já comentei e outra área mais exclusiva em La Tahona e Parque Miramar com preço em dólares - convertendo para reais seriam casas começando em 5 mil pilas mensais.

Depois da moradia, o outro grande gasto fica na alimentação, nesse post fiz um comparativo de preços em diferentes mercados da capital. Varia bastante se compra em feira, mercado, atacadão.

Eu acho bem difícil duas pessoas gastarem menos de 8.000 pesos.

Então nessa conta por baixo temos um aluguel de 1 dormitório por 13.000 e condomínio de 2.000, mais 8.000 de mercado, só aí já foram 23.000 pesos. Ainda tem gasto de luz, internet, gás, celular, lazer, vestuário, transporte, imposto tipo o Iptu: os 35 que falei anteriormente se justificam.

- Mulher, não tenho esse dinheiro todo e quero ir embora, não tem outro jeito mesmo de viver pagando menos?

Tem. Morando no interior, por exemplo. O Uruguai não é só Montevidéu, porém a dificuldade no interior é conseguir trabalho e o ritmo de vida não é para todo mundo.

Outra possibilidade é ficar em pensões/alojamentos estudantis alugando um quarto só para você ou dividindo, custa a partir de 5 mil pesos. Há opções de casas só para mulheres. Mas, gente, tenham muito cuidado. Há lugares sérios e lugares sinistros, não paguem nada pela internet NUNCA, visite primeiro, converse, esteja de acordo com as regras da casa.

Eu não recomendaria essa opção de jeito nenhum para quem vem com crianças. Já mudei de país em duas oportunidades com minha filha, na primeira com trabalho, transferência da empresa, todo suporte legal, benefícios, mesmo idioma da família e na segunda vez com a cara e a coragem, nossas economias em jogo, sem emprego certo, língua nova. Não foi fácil em nenhuma das vezes.

São muitas pendências, decisões, ansiedade (muita coisa nesse processo inicial de mudança não depende só da gente). As crianças precisam de tranquilidade, segurança, equilíbrio emocional e é duro gestionar tudo ao mesmo tempo sem afetar o bem estar delas.  

Para quem vai mudar com crianças pequenas, as creches meio período custam em torno de 9 mil pesos.

Há escolas públicas, algumas têm melhor fama que outras, tem que visitar muitas e tentar vagas (obviamente as escolas com melhor reputação serão as mais buscadas e terão menos vagas), eu não conheci de perto a realidade das escolas, não tenho uma opinião formada, mas em linhas gerais o que eu vejo é bem parecido ao Brasil no sentido da maioria das famílias de classe média se apertarem bastante para pagar escolas privadas.

Sobre dúvidas de emprego, escrevi esse post com algumas informações sobre o mercado de trabalho no Uruguai.

Para quem chegou, já alugou um apartamento e está na fase de mobiliar e decorar, esse outro post tem dicas boas.

Espero que o texto ajude alguém e que a nova morada seja cheia de positividade e descobertas.

Espero também que vocês pesquisem, leiam. Não fiquem sentados esperando que o povo na internet resolva sua vida entregando tudo de bandeja.

Ajuda pra mim é isso: dizer onde encontrar a informação, dividir minha experiência na tentativa de abrir sua cabeça para pensar em outros temas que talvez ainda não tenham prestado atenção, agregar elementos na sua pesquisa.

Mas dizer qual é o e-mail da faculdade tal ou se tem vagas na área x é pura preguiça de quem pergunta. Basta digitar 2 palavrinhas no Google e as respostas aparecem, se a pessoa não tem tempo de fazer isso porque eu teria, né? 

Abraço e mucha suerte! <3

14 comentários

  1. Muito legal este seu espaço aqui Jamile. Parabéns. Há um tempo estava curioso sobre informações do Uruguai e vejo que tem muita coisa rica em detalhes. Uma pena, o meu incentivo em estar aqui ser devido a esse clima ruim no Brasil. Espero que não contagie os vizinhos. rss. Gostei muito de saber que, apesar do custo de vida ser elevado, a proposta é outra em relação a esses brasileiros que amam viajar, consumir e viver de fast-food nos Estados Unidos. Muita boa sorte aí. Até mais.

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    1. Muito obrigada pela visita e boa sorte com os planos! :)

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  2. Jamile, conheci seu blog em 2013 quando me preparava para visitar MVD e desde então, acompanho sempre. O clima em terras tupiniquins está insuportável e a vontade de ir embora tá batendo forte! Obrigada pelas dicas!

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    1. Oi Talita! Muito obrigada pela companhia todos esses anos! :)

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  3. Ótimo texto, meus planos são ir com a família para o Canadá, porém com essa incerteza aqui no braziu, tudo vai depender de domingo, se ficar como estou pensando, corro prai sozinho e depois levo a família , seu blog tem ajudado bastante

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    1. Muito obrigada, Gutemberg! Muita luz nesse novo caminho com a família! Abraço!

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  4. Que maravilha esse blog! Tenho encontrado por aqui bons e ricos esclarecimentos, muito obrigada! Queria perguntar sobre um tema sobre o qual ainda não encontrei muita informação: conhece história de brasileiros que tenham se mudado para o Uruguai levando consigo toda a mudança? Sabe me dar alguma dica nesse sentido?

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    1. Oi Lígia! Muito obrigada pela gentileza!
      Em todos esses anos só conheci uma família que veio com a mudança do Brasil, não é um processo barato ou rápido, leva mais de 1 mês fácil para chegarem as coisas, eu acho mais negócio vender tudo e ir comprando aos poucos no Uruguai (mesmo sendo tudo caro, dá uma olhada depois no post anterior a este que tem dicas de lojas para consultar os preços de moveis e eletrodomésticos).
      E recentemente, uma amiga voltou para o Brasil e levou tudo (o trabalho pagava a mudança, nesses casos não tem nem o que pensar, leva e traz tudo), mas posso ver o nome da empresa, ela gostou muito do serviço...
      Abraço!

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  5. Olá Jamile, acompanho seu blog faz um tempo e gosto muito dos seus textos. Após passar as últimas férias conhecendo Montevidéu, recebi um proposta de emprego e estou me mudando com minha esposa e filhos(Henry 11 e Arthur 3) para a cidade.
    Não encontrei muitas informações sobre creches/escolas. Você sabe me informar sobre período de matrículas? E quanto as escolas, já li diversas opiniões sobre escolas públicas e privadas, você aconselha um dos dois tipos?

    Obrigado pelos textos,

    Gabriel Oest.

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    1. Olá Gabriel! Obrigada!

      Tem parte da info no texto:

      " Para quem vai mudar com crianças pequenas, as creches meio período custam em torno de 9 mil pesos.
      Há escolas públicas, algumas têm melhor fama que outras, tem que visitar muitas e tentar vagas (obviamente as escolas com melhor reputação serão as mais buscadas e terão menos vagas), eu não conheci de perto a realidade das escolas, não tenho uma opinião formada, mas em linhas gerais o que eu vejo é bem parecido ao Brasil no sentido da maioria das famílias de classe média se apertarem bastante para pagar escolas privadas."

      O período letivo é parecido, as aulas começam no início de março e terminam em dezembro dias antes do Natal, tem recesso em julho de 2 semanas (agora parece que a rede pública mudou para uma semana em julho e outra em setembro).

      A inscrição na rede pública acontece em outubro ou depois em março quando as chances de conseguir vagas nas escolas desejadas são menores pq a maioria das famílias já garante logo quando abre em outubro (http://www.ceip.edu.uy/anuncios/1885-inscripciones-educaci%C3%B3n-inicial).

      Abraço!

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  6. Tenho 56 anos e currículo na área de turismo. Na sua opinião, conseguirei trabalho?
    Grata.

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  7. muito bom seu blog, estamos indo dia 27.11 para conhecer e em janeiro estamo sde mudança... lendo seu post foi me dando frio na barriga... não falo nada de espanhol nem meus 3 filhos, estamos estudando... minha filha mais velha tem 7 anos (eu estou muito aflit a com a mudança de escola para ela) os meninso sao pequenos 3 anos e o baby de 1.5m
    acho que para eles será mais facil do que para ela.
    quando voce falou de assalto meu coração disparou, meus esposo quer casa de rua, eu quero condominio, pela segurança creio eu...
    nossa são muitas coisas.
    muito obrigada pelas dicas.

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    1. Oi Danielly! Muito obrigada!

      São muitas coisas, sim. Mas tenha calma e tenta não idealizar, problemas existem em todos os lugares, belezas também.

      O que eu aprendi depois de tantas mudanças com minha filha é que se eu não tiver bem, ela não fica. E a paciência deve ser infinita. A parceria com o maridão também tem que ser muito forte, todo mundo vai precisar de colo e de uma mão para levantar.

      Muita gente fala 'meu filho aprendeu a falar a língua com 3 dias' - sim, já li isso em grupos hehe! - ou 'crianças são esponjas, vão aprender e se adaptar rapidíssimo' e de fato eles têm uma capacidade maior de se envolver, mas é um erro gravíssimo minimizar o efeito da mudança na cabecinha dos pequenos.

      Se é complicado pra gente sair do convívio dos nossos, não teria porque ser fácil pra eles ir para um lugar novo, com clima e língua diferente, sem os avós/tios/primos/amiguinhos por perto. Cada criança reage de um jeito e vc só vai saber como a sua reage quando estiver vivendo isso.

      Minha filha tem 4 anos e cada ano dessa vidinha passamos em países diferentes, ela é bilíngue port-esp e eu achava que já estava adaptada a vida 'nomade' pq as mudanças sempre foram muito suaves, mas nessa última ela com 3 anos sofreu bastante com a questão do idioma novo, foram 3 meses de muita resistência ('não gosto/não quero/não entendo inglês') e outros 3 meses de insistência e apoio para ela se sentir realmente a vontade na creche: falar, entender, se sentir parte. Foi o tempo dela, não foi rápido nem demorado.

      E tô falando isso para vc respirar e não criar expectativas, as crianças vão aprender no tempo delas, todas aprendem e no final pouca diferença faz se o filho de fulaninho com 1 mês falava tudo e o filho do Maria levou 3 meses para se soltar.

      Só acompanha com muito carinho que essas coisas de idioma e adaptação se ajeitam! Quanto menos ansiedade, melhor! Quanto mais as crianças nos sentem seguras, melhor! <3

      Abraço e boa sorte!

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