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A Laguna de Rocha e Cocina de la Barra

Fizemos uma viagem curtinha de fim de semana para La Paloma agora em janeiro, ainda temos planos de ir para o nosso balneário preferido de verão e descansar como dios manda por mais uns dias.  


Essa ida foi especialmente para assistir o Festival La Serena - e aqui eu preciso deixar registrado que foi incrível e tive meus 15 segundos de tête-à-tête com o Jorge Drexler com direito a abraço haha - e de quebra conseguimos fazer um passeio que tinhamos pendente há anos: visitar a Laguna de Rocha e o restaurante Cocina de la Barra.


A laguna integra o sistema nacional de áreas protegidas, são mais de 220 espécies de aves residentes e migratórias que habitam a zona, até flamingos podemos encontrar.



A área é imensa, ocupa cerca de 22 mil hectares, uma paisagem exuberante e comovedora que nos acompanha em todo o caminho até o restaurante, um projeto das mulheres pescadoras da laguna.


A comunidade que vive há mais de 70 anos nesse cenário bruto e paradisíaco tem cerca de 30 famílias que vivem da pesca artesanal.


A iniciativa dessas mulheres, mães, empreendedoras que se organizaram coletivamente ampliou as oportunidades para todo o grupo. Juntas, elas pescam, cozinham, atendem, criam (no sentido mais rico e bonito da palavra, criam outras possibilidades, criam histórias, criam os filhos). 


O sucesso do restaurante já vem de muitas temporadas, a cozinha é simples, caseira e saborosa, elas dizem que fazem o que sempre cozinharam em casa com o que a laguna dá, desejam manter-se fiel ao entorno natural onde cresceram, sem gerar grandes intervenções, assim ajudando também a protegê-lo. 

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Verão e hospedagem em La Paloma

La Paloma é o balneário afetivo da família desde muito antes de eu chegar, faz mais de 40 anos que meus sogros veraneiam por lá, mas faziam alguns veranos que eu estendia a canga em outras praias. 

Ano passado voltei e já no primeiro dia prometi não demorar mais tanto. Me hace bien.

E não gosto de mar com onda nem água fria, caribenha - quase - que soy, mas tem algo de mágico no verão uruguaio que envolve. Paz e simplicidade. Abundância. As coisas como são. Desconexão. 

A gente ainda vai na praia como nossos pais, os deles, no caso. Pequenos rituais: yerba mate, cadeira, isopor, guarda-sol. A farofa tá permitida sem julgamentos (diria que só no Brasil se julga, mas pouca gente tá preparada para essa conversa). Um quê de hippie. Estado bruto. Leve.



Cada dia o céu pinta de uma cor, espetáculo. Ando cansada mentalmente, ritmo acelerado. Uruguay é sempre meu pé no freio. Lembrete de calma, respira. O agora. 

As férias de verão são simples. O que fazer é bem claro: hacer playa, un asadito, estar.  Raramente atualizo o blog com notícias de Rocha porque não tenho novidades - embora cada temporada a oferta gastronômica da região melhore e se amplie, as baladinhas pululam e tal - a gente fica tranqui

Almoços demorados, mesa cheia (los suegros, seus 4 filhos e parejas, 8 netos, 2 cachorros), tem massa caseira do abuelo, torta frita (essa instituição do verão uruguasho) quando o tempo fecha, churrasco.

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Camping no Uruguai

Uma prática muito comum no Uruguai é acampar no verão.

Há vários campings espalhados pelo país, muitos oferecem uma estrutura para deixar a atividade mais confortável, como por exemplo corrente elétrica, churrasqueiras, chuveiros e pias para lavar roupa ou louça e ainda espaços comuns de lazer.

E se engana quem pensa que é uma atividade reservada aos jovens mais aventureiros: há famílias inteiras curtindo os dias de calor nesses lugares.

Mais que economizar uma graninha, passar uma temporada em camping é um estilo de vida. Tem gente que não troca essa experiência por nenhum quarto de hotel! 

Os mais aficionados investem em barracas, equipamentos, casas rodantes, trailers ou motorhomes.

Antes de viver no Uruguai só tinha dormido em barraca duas vezes, não posso nem chamar como uma experiência de acampamento rs! 

Já meu namorado cresceu fazendo isso no paisito, a família dele tem uma casa rodante fofa e as lembranças das vacaciones deles sempre envolvem os dias nos campings.  

E ele me convenceu a ir acampar também, cheguei a pensar que não ia curtir o passeio, pensava na areia, no sol, como ia tomar banho, secar o cabelo e um monte de bobagem. 

Não contava com a astúcia dos uruguaios, né? 


Fiquei impressionada com toda a estrutura que eles montaram em volta da casita rodante: uma barraca enorme onde eu podia ficar em pé e trocar de roupa sem passar aperto, lonas que faziam um teto e dava sombra todo o dia, uma mini cozinha com fogão, forno e caixa térmica (além do frigobar dentro da casita), uma rede (conhecida aqui como hamaca paraguaya) amarrada nas árvores, rádio, mesas e cadeiras.

  

A hora do banho também foi tranquila, o camping tinha banheiros femininos e masculinos com água quente. Também consegui secar o cabelo com tranquilidade. Não sofri com mosquitos nem com calor para dormir (na verdade faz é frio a noite e o calorão de meu Deus começa só depois das 10h).

O clima estava tão bom, tão férias na praia que um dia até preparei uma moqueca para 6 pessoas com peixe comprado fresquinho no porto! Surpreendentemente o prato baiano agradou todo mundo rs! :P



Aproveitei o verão em La Paloma de um jeito novo e posso imaginar outros verões assim. 

Abraço!
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Destino: La Paloma

Imaginem a alegria na tarde de uma quarta-feira quando recebi um e-mail totalmente inesperado da minha gerente comunicando que estaria liberada no feriado da sexta-feira.

Só pensava em viajar e aproveitar meus três dias de sol sem trabalho.

                                        Já na estrada, passando por um dos pedágios.

Queria viajar, mas pra onde? 
A primeira opção que escolhemos foi Villa Serrana que nessa altura já estava com as opções de hospedagem esgotadas. 


A segunda opção foi usar a folga de tempo para ir nas praias lá pelas bandas do departamento de Rocha.
                                      
E assim fomos passar o feriado em La Paloma.



Procurando hospedagem de última hora, encontramos um hotel em frente a praia com um precinho bem camarada.

A cota de vergonha alheia do dia ficou com a chica da recepção, liguei para reservar o quarto e ela disparou um pouco reticente: "mirá, tenemos un grupo de brasileros este finde, te cuento por si querés descansar... eehh viste como son, no? Va haber mucho ruido, entonces te aviso por las dudas!", daí respondi "si, claro...soy brasilera!". Cri cri cri na linha rs.

Quando me falaram de um grupo grande de brasileiros imaginei uma excursão de tiozão, aquela coisa mais família, sabem? A surpresa ao chegar no hotel foi encontrar um grupo de 70 jovens de 25/30 anos naquele clima de primeira semana de BBB com direito a abraços e gritinhos de "A-ha U-hu La Paloma é nossa!" e um festão até raiar o dia com um equipamento de som super potente.

Encaramos com bom humor e decidimos ficar lá mesmo no Hotel Portobello a primeira noite, imediatamente fomos convidados para participar da festa. Já era tarde e valia mais curtir o dia na praia do que sair e buscar outro lugar para ficar.

A vantagem desse hotel definitivamente é a localização, dentro da praia praticamente, você sai e já pisa na areia.

E o que dizer da vista? Sensacional acordar e dar de cara com esse mar, ou então ver o entardecer da janela do quarto!



De manhãzinha...

De tarde (área externa do hotel)...

E o show do fim de tarde! ;) 

Não é um hotel novo e isso se faz notar em alguns detalhes, não tem ar condicionado e o café da manhã é muito simples, mas no final cumpriu com o que esperavamos: um lugar para passar a noite perto da praia.

Os balneários estão começando a se preparar para a temporada, muita coisa ainda está sendo preparada, os estabelecimentos estão em reforma e nem tudo estava aberto, apesar do movimento de pessoas já nas praias.

No primeiro dia aproveitamos o  tempo na praia, caminhamos e sentimos a água congelada fria do mar. Mesmo fazendo calor, dessa vez não me animei a entrar! Ficamos na areia tomando sol e lendo, vocês devem imaginar a felicidade de estar assim fazendo nada na praia depois de meses de frio.

Coragem só para molhar os pés rs!

Saindo da praia fomos ao centrinho tomar sorvete, esses programas me levam de volta aos veraneios na Ilha de Itaparica quando criança, uma delicia só! 

O sorvete nem é tão gostoso, mas é um dos programas mais legais em La Paloma ir no fim do dia na sorveteria, faz até fila.


A noite não tinha muita opção, compramos um calzone numa pizzaria/lanchonete do centro e passamos no supermercado para comprar vinho e mais quitutes e armamos um mini piquenique noturno, já tinha até esquecido como é lindo ver o céu cheio de estrelas nesses lugares! Coisas que não temos nas cidades grandes!

Voltando para o hotel, cheguei a passar na festa dos brasileiros e comprar uma cerveja, não tenho mais disposição para balada e por sorte depois do vinho e da cerveja dormi sem dar a menor bola ao barulho. 

No último dia em La Paloma fizemos o check out e fomos visitar o farol, dá para subir e admirar a vista lá do alto, eu dispensei a subida dessa vez e fiquei fotografando e catando conchinha na praia rs! 





Abraços! ;)

* Nosso blog é um projeto independente, não temos parceria com hotéis - aka pagamos a diária do nosso bolso assim como você, querido leitor. Nossas reviews são honestas e todo o conteúdo preparado com muito carinho ao longo desses quase 6 anos de papo sobre o Uruguai. 

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