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4 beach clubs em Punta e arredores

Temporada 2025 a ponto de começar e já se sente o burburinho em Punta del Este e região, os dias mais  ensolarados, as ruas mais movimentadas, novos projetos aparecendo e os clássicos de muitos verões reabrindo as portas. 


Até esse bloguito sente: as visitas se multiplicam e os pedidos de dicas para curtir a alta temporada no leste também. 


Teremos muitos posts especiais e o primeiro é esse com 4 opções de beach club para curtir uma praia com vista bonita, estrutura, bons drinks e música. 


Há um parador para cada estilo e hoje trago os meus preferidos.


1 - Parador Olaf


O Olaf ainda não é tão conhecido entre os turistas brasileiros, mas já faz um tempo alegra a temporada veraniega de Punta Ballena. 


Dá até para ver a silhueta distante da belíssima Casapueblo, sabe aquele por do sol incrível que vemos do museu? Pode ser apreciado também na areia da praia Solanas.


Verao no Uruguai 2025


A praia é uma das que mais gosto de ir com as crianças, o mar costuma estar calmo - e gelado hehe - e o ambiente é muito tranquilo, gosto de não ter a vista dos edifícios atrás (como acontece na Mansa que é outra opção bacana para ir com crianças, mas uma praia mais urbana), sinto um ar mais rústico e natural. E amo especialmente os entardeceres.

O parador é simples, mas aconchegante e o diferencial é o jazz ao vivo no fim de tarde. Um flechazo no coração. A música uma delícia, a chance de um céu alaranjado de cinema e bons drinks: plano perfeito.

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A Casapueblo vale a pena

Numa publicação aleatória no instagram surgiu o questionamento se a Casapueblo era uma atração que valia a pena ser vista por dentro ou se apenas olhar de fora era suficiente.  


Me perguntam com certa frequência se eu recomendo mesmo fazer a visita e o desenrolar dessas conversas quase sempre se repete: a pessoa ouviu de algum conhecido que foi lá e não gostou ou leu em algum blog alguém dizendo que não era assim tão interessante, plantando a dúvida nesse futuro viajante.

Como pessoa que tá nesse rolê de escrita de vivências há mais de uma década (vulgo blogueira de viagens hehe), busco entender - de verdade - o que uma experiência precisa ter para cumprir, satisfazer o ser humano. 

As pessoas são diferentes, tem interesses diversos, gostos múltiplos e isso é bonito. 

Para gustos, colores é uma expressão em espanhol que define esse leque de opções que felizmente temos para encontrarmos algo do nosso agrado. Nem todo mundo vai amar a mesma coisa e tá tudo bem.


A pessoa não precisa se aproximar da obra do Vilaró - ou de qualquer outro artista - e sair necessariamente emocionada, tocada, identificada. Mas o que leva alguns visitantes a dizerem que não vale a pena é um negócio que eu jamais consegui entender.




Um lugar que tem arte, uma vista linda para o mar, mais um valor intangível de coisas que passaram ali, a casa foi o refúgio de um homem que criou, ousou, viveu. Para além da obra, tem o contorno da trajetória humana. Tudo ali exposto. 

Os pincéis, as cores, as paisagens que alimentaram processos criativos, o acervo de imagens e vídeos, os becos que abrigaram encontros mil. Uma casa moldada com as mãos. Se isso não for suficiente para inspirar, provocar, trazer um aconchego nas subjetividades, eu me pergunto o que então preenche um camarada que não encontra valor nessas coisas? Quais histórias, quais belezas?
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Roteiro em Punta: Las Grutas e Tres Musas

Duas dicas que complementam sua visita a Casapueblo, a boa vizinhança que merece ser vista também.


Punta Ballena é meu lugar no leste, onde mais vezes repeti a hospedagem e poderia armar um roteiro completo só nesse pedaço do mapa, mas já contei que a graça da experiência em Maldonado é se movimentar de uma ponta a outra.


Não precisa se preocupar se cruzou a ponte já é La Barra ou onde começa Manantiales nem onde termina La Juanita, o nome aqui é o de menos, o que não vale é ficar parado no mesmo lugar (mentira, se você quiser vale sim, as vezes é exatamente o que eu busco e tá tudo bem não ficar saracutiando também, viu). 


É tudo juntinho - falando de Club del Lago a José Ignacio, por exemplo, são apenas 50km, não completa nem 1h de carro - temos um vilarejo atrás do outro, mas as propostas variam e fazem a mágica acontecer: se apaixonar por Punta, Maldonado ou pelo leste, como queiram chamar. 



Fica combinado que tem bastante opção de lugares para ver, se hospedar, onde comer, tem praia e campo, luxo e simplicidade, agito e calmaria. Gosto assim. Última vez que busquei hotel em Punta del Este cidade - centrinho mesmo - deve ter pelo menos uns 5 anos. Não desprezo hehe, adoro ter uma cidade 'grande' ali com todo tipo de serviço à disposição, vou mil vezes na escultura La Mano, visito os lobos no porto, por mais repetidos que sejam minha filha segue amando, é bonito, leve, ela se diverte e eu também.


Ao tour clássico abrimos espaço para um passeio no bosque, um museu de arte, um parque de esculturas, uma vinícola, um restaurante pé na areia premiado, um cafecito aconchegante, uma degustação de azeite de oliva, subimos serra, voltamos para o mar e assim vamos agregando camadas de surpresa e interessância nos nossos dias. 

Pronto, me fui por las ramas, diriam os uruguashos. Comecei o texto super direta, duas dicas cantadas já de cara no título, mas cheguei até aqui falando de outras coisas. Concentro de novo nesse passeio que a gente faz sempre que pode ali na beira da praia, seja com as crianças ou sozinhos.


Las Grutas formam uma paisagem especial na pontinha de Punta Ballena, tão perto da Casapueblo que dá para descer andando (e curiosamente a maioria dos turistas não uruguaios passam inadvertidos).

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O Arboretum Lussich em Punta

A Punta que eu gosto é mais fora do óbvio, menos estacional, tem vida além mar e baladas, é interessante mesmo passado o verão (ainda que eu ame o verão e suas obviedades também, tá? Deus me libre ser blasé, bikini e clericot  melhor clichê).

Gosto das possibilidades, outras formas. Da natureza que abunda e da tranquilidade que reina nos outros meses do ano.

Fico ali entre Punta Colorada e José Ignacio, os balneários se complementam e juntos fazem uma experiência única.

O texto de hoje traz uma dica bem gostosinha de passeio menos recorrente quando se pensa no leste: uma caminhada no bosque do Arboretum Lussich e visita ao seu pequeno museu.

Arboretum quer dizer coleção de árvores, exatamente o que a família Lussich criou. 

Nesse bosque de quase 200 hectáreas estão catalogadas cerca de 380 especies, sendo aproximadamente 70 da flora nativa e as demais oriundas de outras partes do mundo.

Como tudo surgiu é um caso curioso. Antonio Lussich no final dos anos 1800 e bolinhas comprou nada menos que mil e quinhentos hectares de campo, um investimento meio controverso onde o vento faz a curva, um terreno pedregoso, declaradamente infértil. 


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Roteiro: 2 dias em Punta del Este - Introdução

Um roteiro que fizemos na média temporada, mas que funciona o ano inteiro. 

Até brinquei durante a viagem - mostramos tudo no Instagram - que ia acabar com a ideia que Punta del Este só tem o que fazer durante o verão.

É verdade que a cidade se transforma bastante ao longo do ano, ao ponto de quem visita em janeiro não conseguir imaginar como ela se apresenta em julho e vice versa.

Mas, independente do período, você sempre - estou dizendo sempre, olha a responsa hehe - encontrará opções suficientes para viver um fim de semana gostoso de férias, seja em família, entre amigos, sozinho ou casal: sabendo o que fazer e ajustando as expectativas não tem erro.

O que complica é que as pessoas não pesquisam, chegam na Avenida Gorlero em plena segunda-feira de inverno e claro, encontram muitas portas fechadas, um frio de rachar e na hora não sabem o que fazer para aproveitar melhor o tempo no balneário.

Porque o roteiro fora da alta temporada não é intuitivo, naquele esquema de perder-se e encontrar coisas fofas e interessantes pelo caminho, sabe?

O outro erro é esperar coisas que não existem, tipo pegar praia em novembro (muita gente associa ao clima do Brasil que tem primavera quente) ou curtir baladas animadíssimas em qualquer época, e sabemos que não, isso não vai rolar.  

- Mas Jamile, se não tem festa top, não tem o Amaury dando pinta, não faz calor para pegar um bronze, mais da metade dos restaurantes e lojas fecham, então o que é que tem para fazer lá, fia? 

Rá! Chegou a parte mais legal desse papo, já escrevi um post com 4 dicas de passeios menos óbvios que encaixam lindamente nas quatro estações e hoje vou fazer um resumão contando como organizamos nosso fim de semana, depois vai ter texto com detalhes sobre os lugares citados.

A ideia agora é só dar uma visão geral de como dividimos as atrações nos 2 dias que estivemos viajando. Vamos lá?


Roteiro 2 dias em Punta del Este


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Enoturismo em Punta: Bodega Alto de la Ballena

É fácil pensar em Punta del Este e logo imaginar praias, cassinos e festas, né?

O que pouca gente costuma imaginar é que na região mais badalada do paisito dá para fazer também enoturismo.

Enoturismo de qualidade, diga-se de passagem.

Lá pertinho do balneário há uma vinícola chamada Alto de la Ballena que oferece visitas guiadas e degustações.
                                                                               
Acho sempre um passeio imperdível para quem está viajando, não há quem não se renda ao charme dos vinhedos e uma degustação bem conduzida é sempre um prazer: são tantas as curiosidades interessantes que envolvem a produção da bebida e o jogo com os sentidos - olfato, vista, paladar, etc - é daqueles gostoso de jogar.

Outro ponto que vejo como positivo no enoturismo uruguaio é que a maioria das vinícolas são negócios de família, vemos pais, filhos e irmãos trabalhando juntos, o que torna o ambiente mais acolhedor.
E apesar do mundo do vinho ter lá suas frescuras, no Uruguay acho tudo muito acessível, chegamos nas vinícolas ou eventos especializados e sempre encontramos os proprietários dispostos a trocar figurinhas com os consumidores.

A bodega Alto de la Ballena possui uma ótima estrutura para receber os visitantes, os vinhos são excelentes, a vista da sala de degustações é belíssima e para os amantes dessa bebida que já sonharam em ter uma vinícola para chamar de sua rs, a história do casal dono do local é no mínimo inspiradora! 
                                    


Punta del Este é ainda palco de grandes eventos enogastronômicos durante todo o ano, como por exemplo, o Salón del Vino Fino no famoso Hotel Conrad e o requintado Food & Wine Festival.

Próximo a Punta del Este há também a Bodega Garzón, um empreendimento de alto padrão, sem esse toque familiar que comentei anteriormente, que promete além das tradicionais catas de vinhos e azeite de oliva, propostas de lazer que incluem até passeios de balão.

Uruguay é mesmo um destino cheio de surpresas boas, não me canso de dizer! :)


Mais informações sobre as visitas à bodega Alto de la Ballena:

Há 3 tipos de visitas que custam 30, 40 e 50 dólares (a diferença corresponde à escolha dos grupos de vinhos que serão degustados).

Todas incluem passeio pelo vinhedo de Syrah que fica na parte alta da propriedade e a degustação acompanha queijos e pães.

O horário depende da estação do ano e disponibilidade da vinícola,  portanto reservas são necessárias. Agora no inverno as visitas acontecem a partir das 11h.

Vocês podem telefonar (094 410 328) ou enviar e-mail para visitas@altodelaballena.com .

O pagamento é feito em espécie, eles não trabalham com cartões.

Endereço:

Ruta 12 - Km. 16
Sierra de la Ballena - Maldonado


Abraço! 
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Visitando a Casapueblo

Sim, faz tempo que não apareço, ou melhor, não escrevo! :(

Daí que volto cheia de poesia, falando de um dos lugares mais legais que já conheci nesse mundão de meu deus: a Casapueblo!


E não dá para falar da casa sem antes falar brevemente do criador, o artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró

Uma parte importante da sua obra está dedicada ao universo do candombe, um ritmo afro percussivo tradicional no Uruguai, já fascinado e imerso nas tradições da comunidade negra no próprio país, o Carlos Páez viajou por diversos destinos no continente africano e outros de forte influência negra como a Bahia - onde fez amizade com Jorge Amado a quem dedicou posteriormente um espaço especial na Casapueblo - em busca de mais inspiração, conhecimento e vivências. 



O Museo-Taller de Casapueblo fica em Punta Ballena, apenas 15 minutos da badalada Punta Del Este. O lugar inclui o museu, galeria de arte, um hotel e uma vista deslumbrante. Lá há muitas obras a venda e souvenir a preços razoáveis. 



Carlos Páez não é arquiteto, mas construiu a casa inspirado no homem do campo e no hornero, nosso conhecido pássaro João de Barro, numa "luta" aberta contra as linhas retas tradicionais. 

Para as pessoas mais observadoras ou sensíveis talvez, em vários pontos da casa dá a impressão de sentir a casa moldada pelas mãos do homem que dá forma em perfeita harmonia com a natureza ao redor.

A casa também tem um forte toque mediterrâneo, lembra muito as construções da Grécia. 


A casa por si só já vale - e muito - uma visita, seja no inverno ou verão (nessas fotos de diferentes visitas dá para perceber que as camadas de roupa mudaram hehe, mas o passeio continuou incrível).

O horário mais recomendado é no final de tarde:
 o por do sol na Casapueblo é inesquecível, de verdade. A desvantagem é que vai estar sempre mais cheio.


Há um café e uma varandinha onde podemos desfrutar o belo fim de tarde com a poesia de Carlos Páez Vilaró de fundo que vai te deixar mais leve, agradecido e feliz.

Deixo um vídeo que encontrei no Youtube para os que ainda não foram possam curtir esse momento também! E um trecho da poesia para todos aqueles que também se sentem "milionários em sóis": 


Chau Sol…! Te quiero mucho…
Cuando era niño quería alcanzarte con mi barrilete. Ahora que soy viejo, sólo me resigno a saludarte mientras la tarde bosteza por tu boca de mimbre.
Chau Sol…! Gracias por provocarnos una lágrima, al pensar que iluminaste también la vida de nuestros abuelos, de nuestros padres y la de todos los seres queridos que ya no están junto a nosotros, pero que te siguen disfrutando desde otra altura.
Adiós Sol…! Mañana te espero otra vez. Casapueblo es tu casa, por eso todos la llaman la casa del sol. El sol de mi vida de artista. El sol de mi soledad. Es que me siento millonario en soles, que guardo en la alcancía del horizonte.




Abraço! ;)


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