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Onde comer em Punta del Este: 9 restaurantes favoritos

Publiquei recentemente uma seleção no Instagram com 5 opções de cafeterias no leste, fui apresentando uma opção querida em diferentes pontos do trecho que vai de Punta Ballena a José Ignacio. Se você não viu, clica aqui para ler.


É que pregamos desde sempre que abrir o mapa e explorar os arredores é o melhor caminho para agregar interessância em qualquer roteiro em Punta del Este.


Onde comer em Punta del Este

As chamadas dos textos acabam se resumindo a Punta porque 1. é o que chama atenção do leitor nesse mar de distrações que é a internet 2. não dá para todos os títulos aparecerem com duas linhas (meu toc não deixa hehe) e 3. esse é o ponto de partida nas pesquisas para quem está entendendo a região, uma pessoa que nunca esteve no Uruguai dificilmente vai buscar o que fazer em Manantiales, vai buscar o que fazer em Punta e a partir daí vai começar a descobrir todo o universo nas redondezas. 


Tenho visto muitas publicações brasileiras usando também a expressão 'arredores' para abordar as possibilidades em Punta, como finalmente ampliando o olhar para além da Península e compreendendo o destino de um jeito mais profundo, coisa que já fazemos há mais de uma década no Viver Uruguay. 


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4 beach clubs em Punta e arredores

Temporada 2025 a ponto de começar e já se sente o burburinho em Punta del Este e região, os dias mais  ensolarados, as ruas mais movimentadas, novos projetos aparecendo e os clássicos de muitos verões reabrindo as portas. 


Até esse bloguito sente: as visitas se multiplicam e os pedidos de dicas para curtir a alta temporada no leste também. 


Teremos muitos posts especiais e o primeiro é esse com 4 opções de beach club para curtir uma praia com vista bonita, estrutura, bons drinks e música. 


Há um parador para cada estilo e hoje trago os meus preferidos.


1 - Parador Olaf


O Olaf ainda não é tão conhecido entre os turistas brasileiros, mas já faz um tempo alegra a temporada veraniega de Punta Ballena. 


Dá até para ver a silhueta distante da belíssima Casapueblo, sabe aquele por do sol incrível que vemos do museu? Pode ser apreciado também na areia da praia Solanas.


Verao no Uruguai 2025


A praia é uma das que mais gosto de ir com as crianças, o mar costuma estar calmo - e gelado hehe - e o ambiente é muito tranquilo, gosto de não ter a vista dos edifícios atrás (como acontece na Mansa que é outra opção bacana para ir com crianças, mas uma praia mais urbana), sinto um ar mais rústico e natural. E amo especialmente os entardeceres.

O parador é simples, mas aconchegante e o diferencial é o jazz ao vivo no fim de tarde. Um flechazo no coração. A música uma delícia, a chance de um céu alaranjado de cinema e bons drinks: plano perfeito.

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Por vichar em Chihuahua

Por vichar, foi minha resposta ao primeiro como nos encontraram (do verbo olhar com curiosidade no jeito mais uruguaio de ser). 


Procurando terrenos na região, passei pelo que pensei que fosse uma cafeteria, guardei no mapa para visitar outro dia com mais calma. Voltei e descobri que se trata de uma tostaduria pequenina a poucos metros do mar em Chihuahua. 


Talvez o balneário com nome mais estranho do leste, possivelmente o menos careta, onde fica a praia nudista com um por do sol escandaloso de belo e também muitos estabelecimentos com bandeira lgbtq+, um filtro natural de gente com a mente cerrada, me diria mais tarde Matias. 


Era uma quarta-feira pré-temporada, só corria o vento. Paz e silêncio. O discreto cartaz dizia fechado, então resolvi ligar para confirmar o horário. Estava aberto, a placa do avesso foi pelo vento ou esquecimento.



Matias abriu o portão simpático e nos convidou para entrar contando com entusiasmo sobre o projeto: café de especialidade, ecológico, inclusivo. Ele uruguaio, a companheira austríaca, ambos professores de tango com longa experiência em projetos sociais com adolescentes e PcD mundo afora. 

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Noite em Maldonado: La Curanderia

Bem verdade que não sou uma pessoa da noite, não mais. O rolê 35+ pede cadeira, gente. Começa cedo de preferência. Tem música boa e se for ao vivo melhor. Ambiente precisa ser acolhedor, ter personalidade. Só saio de casa se for assim hehe.

Com essas premissas cheguei no La Curanderia nessas últimas férias em Punta. A casa fica mesmo em Maldonado cidade, mas na prática é tudo tão pertinho que é mais como trocar de bairro.

Fomos recebidos por um quadrinho que dizia noches que curan. Certeiro. Arte, comida e buena onda: curam, definitivamente.

Nos sentamos no jardim e tocava Elegia, das minhas preferidas do Caê (amo tanto que tenho o vinil - sim, cringe - Cinema Transcedental, lançado antes de eu ter nascido, escute essa lindeza aqui). 

Baiana e profunda, não precisava muito mais para me conquistar. Mas teve. A playlist seguiu brasileiríssima e da melhor qualidade. Mais luz baixa, velas, quintal verde. Noite fresca pré verão como o Uruguai bem sabe fazer.


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Roteiro em Punta: Las Grutas e Tres Musas

Duas dicas que complementam sua visita a Casapueblo, a boa vizinhança que merece ser vista também.


Punta Ballena é meu lugar no leste, onde mais vezes repeti a hospedagem e poderia armar um roteiro completo só nesse pedaço do mapa, mas já contei que a graça da experiência em Maldonado é se movimentar de uma ponta a outra.


Não precisa se preocupar se cruzou a ponte já é La Barra ou onde começa Manantiales nem onde termina La Juanita, o nome aqui é o de menos, o que não vale é ficar parado no mesmo lugar (mentira, se você quiser vale sim, as vezes é exatamente o que eu busco e tá tudo bem não ficar saracutiando também, viu). 


É tudo juntinho - falando de Club del Lago a José Ignacio, por exemplo, são apenas 50km, não completa nem 1h de carro - temos um vilarejo atrás do outro, mas as propostas variam e fazem a mágica acontecer: se apaixonar por Punta, Maldonado ou pelo leste, como queiram chamar. 



Fica combinado que tem bastante opção de lugares para ver, se hospedar, onde comer, tem praia e campo, luxo e simplicidade, agito e calmaria. Gosto assim. Última vez que busquei hotel em Punta del Este cidade - centrinho mesmo - deve ter pelo menos uns 5 anos. Não desprezo hehe, adoro ter uma cidade 'grande' ali com todo tipo de serviço à disposição, vou mil vezes na escultura La Mano, visito os lobos no porto, por mais repetidos que sejam minha filha segue amando, é bonito, leve, ela se diverte e eu também.


Ao tour clássico abrimos espaço para um passeio no bosque, um museu de arte, um parque de esculturas, uma vinícola, um restaurante pé na areia premiado, um cafecito aconchegante, uma degustação de azeite de oliva, subimos serra, voltamos para o mar e assim vamos agregando camadas de surpresa e interessância nos nossos dias. 

Pronto, me fui por las ramas, diriam os uruguashos. Comecei o texto super direta, duas dicas cantadas já de cara no título, mas cheguei até aqui falando de outras coisas. Concentro de novo nesse passeio que a gente faz sempre que pode ali na beira da praia, seja com as crianças ou sozinhos.


Las Grutas formam uma paisagem especial na pontinha de Punta Ballena, tão perto da Casapueblo que dá para descer andando (e curiosamente a maioria dos turistas não uruguaios passam inadvertidos).

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O Arboretum Lussich em Punta

A Punta que eu gosto é mais fora do óbvio, menos estacional, tem vida além mar e baladas, é interessante mesmo passado o verão (ainda que eu ame o verão e suas obviedades também, tá? Deus me libre ser blasé, bikini e clericot  melhor clichê).

Gosto das possibilidades, outras formas. Da natureza que abunda e da tranquilidade que reina nos outros meses do ano.

Fico ali entre Punta Colorada e José Ignacio, os balneários se complementam e juntos fazem uma experiência única.

O texto de hoje traz uma dica bem gostosinha de passeio menos recorrente quando se pensa no leste: uma caminhada no bosque do Arboretum Lussich e visita ao seu pequeno museu.

Arboretum quer dizer coleção de árvores, exatamente o que a família Lussich criou. 

Nesse bosque de quase 200 hectáreas estão catalogadas cerca de 380 especies, sendo aproximadamente 70 da flora nativa e as demais oriundas de outras partes do mundo.

Como tudo surgiu é um caso curioso. Antonio Lussich no final dos anos 1800 e bolinhas comprou nada menos que mil e quinhentos hectares de campo, um investimento meio controverso onde o vento faz a curva, um terreno pedregoso, declaradamente infértil. 


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Rizoma: Livros e Café perto de José Ignacio

Um sonho de lugar, foi o que pensei quando o maridón me enviou o perfil do Rizoma dizendo mira seguido de uma carinha feliz. Respondi com um bora agora, pois era tudo que eu gosto no lugar que eu gosto: livros, café, atelier de cerâmica mais hospedagem charmosa ali pertinho da praia de José Ignacio.

O Riozoma é assim múltiplo, várias propostas coabitando num espaço bonito vizinho ao mar, cheio de árvores ao redor. Elegante e também aconchegante. 


Tem arte, tem cheirinho de café. Tem horta orgânica e mesas no pátio. Um acervo completíssimo de livros como se estivessemos numa livraria no meio da cidade grande, mas pela janela o chão é de terra batida, o vento balança as ramas e os pássaros cantam. Idílico e também real. 

Visitamos nas primeiras semanas de inaugurado, ainda naquele verão pandêmico de portas fechadas para turismo externo no Uruguai. Foi nosso achadinho das férias compartilhado com entusiasmo nos stories na época, é uma das dicas que recebo mais comentários até hoje.

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Onde se hospedar em Punta

Na nossa última viagem a Punta del Este, aproveitamos os preços mais simpáticos da média temporada para ficar num hotel mais confortável.

A variedade de alojamento é imensa, talvez seja o destino com mais opções em todo Uruguai, tem para todos os gostos e bolsos: hotel pé na areia, hotel de campo, pousada boutique pequenina e charmosa, quartos básicos e executivos, além de toda oferta de apartamentos para aluguel por temporada. 

Escolhemos o Punta del Este Resort e Spa - antigo Mantra Hotel - para curtir o fim de semana e o lugar atendeu direitinho nossas expectativas.

Viajamos com nossa filha de 2 anos e entre um passeio e outro na cidade, queriamos descansar também. 


Ousados. Porque não sei se vocês já viajaram com criança hehe, mas o descanso com os pequenos tem outro formato. Não rola dormir até as 10h, por exemplo. O dia começa invariavelmente mais cedo. 
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Passeio em José Ignacio e almoço no La Huella

José Ignácio é um balneário curioso, cruzando os limites de La Barra e Manantiales, a gente  automaticamente sente que muda o desenho, muda o ritmo, mudam as cores.

Paisagem mais rústica, bruta, leve.

Na pequena comunidade regem códigos visíveis e invisíveis que vão desde o plano de desenvolvimento que proíbe a construção de tantos metros (ou seja, não encontramos aqueles prédios enormes e espelhados fazendo sombra na praia) a detalhes que buscam não afetar a atmosfera tão particular do lugar: cartazes chamativos não são bem-vindos, publicidade escancarada de marcas tampouco.

Os locais afirmam sem a menor cerimônia que não querem ser a nova Punta. Resistem, ao passo que terreninhos básicos podem custar algumas centenas de milhares de dólares.

Um universo natural, mas um tanto exclusivo. Pode soar contraditório, eu sei. Mas o resultado é um balneário diferente, cheio de charme e personalidade.

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Roteiro: 2 dias em Punta del Este - Introdução

Um roteiro que fizemos na média temporada, mas que funciona o ano inteiro. 

Até brinquei durante a viagem - mostramos tudo no Instagram - que ia acabar com a ideia que Punta del Este só tem o que fazer durante o verão.

É verdade que a cidade se transforma bastante ao longo do ano, ao ponto de quem visita em janeiro não conseguir imaginar como ela se apresenta em julho e vice versa.

Mas, independente do período, você sempre - estou dizendo sempre, olha a responsa hehe - encontrará opções suficientes para viver um fim de semana gostoso de férias, seja em família, entre amigos, sozinho ou casal: sabendo o que fazer e ajustando as expectativas não tem erro.

O que complica é que as pessoas não pesquisam, chegam na Avenida Gorlero em plena segunda-feira de inverno e claro, encontram muitas portas fechadas, um frio de rachar e na hora não sabem o que fazer para aproveitar melhor o tempo no balneário.

Porque o roteiro fora da alta temporada não é intuitivo, naquele esquema de perder-se e encontrar coisas fofas e interessantes pelo caminho, sabe?

O outro erro é esperar coisas que não existem, tipo pegar praia em novembro (muita gente associa ao clima do Brasil que tem primavera quente) ou curtir baladas animadíssimas em qualquer época, e sabemos que não, isso não vai rolar.  

- Mas Jamile, se não tem festa top, não tem o Amaury dando pinta, não faz calor para pegar um bronze, mais da metade dos restaurantes e lojas fecham, então o que é que tem para fazer lá, fia? 

Rá! Chegou a parte mais legal desse papo, já escrevi um post com 4 dicas de passeios menos óbvios que encaixam lindamente nas quatro estações e hoje vou fazer um resumão contando como organizamos nosso fim de semana, depois vai ter texto com detalhes sobre os lugares citados.

A ideia agora é só dar uma visão geral de como dividimos as atrações nos 2 dias que estivemos viajando. Vamos lá?


Roteiro 2 dias em Punta del Este


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4 passeios diferentões em Punta e arredores

Todo ano quando as temperaturas começam a cair a caixa de e-mails começa a subir com dúvidas sobre Punta del Este: afinal, tem o que fazer quando o verão acaba ou não?

Dicas Punta del Este no inverno

Entendo que é difícil pensar na logística do roteiro quando a imagem que se vende é um balneário com atividades praieiras, corpos bronzeados e festinhas glamourosas no after beach, aí quando o inverno chega e a praia não pode ser mais a protagonista é comum ficar um espaço em branco nas ideias. 

Quem só conhece Punta no verão não consegue visualizar como a cidade se transforma no inverno, e vice-versa. São cidades totalmente diferentes, mas uma coisa é certa, dá para ser feliz e aproveitar muito a viagem em qualquer estação.

E hoje - com esse título apelativo hehe - quero trazer algumas propostas bacanas que fogem do conceito praia e dos clássicos pontos turísticos (aka Los Dedos, Igreja La Candelaria, Casa Pueblo, Conrad que também devem estar no seu roteiro) e pegam bem o ano inteiro para vocês não terem mais dúvidas se dá para aproveitar a cidade sem o pé na areia! :)

Vamos lá conhecer os passeios diferentões escolhidos?
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Bate e volta: Um dia em Piriápolis

A semana inteira foi de veranillo, como eles chamam quando o inverno vira verão. Comentei no Instagram que os viajantes que chegaram recentemente devem ter me achado super exagerada falando que agosto era um dos meses mais frios no Uruguai.

As temperaturas passaram dos 20 ℃ todos esses dias, declararam o inverno mais ensolarado dos últimos anos e o humor das pessoas registrou picos de alegria fora de época: todo mundo resgatando as roupas de meia estação e indo aproveitar o calorzinho na rambla.

Melhor do que isso só fechar o fim de semana com feriadão na segunda-feira. E não é que 25 de Agosto é feriado nacional? Nem o mais otimista imaginaria um cenário melhor. 

Todos os pensamentos nos levaram a planejar uma viagenzinha, mas não achamos sensato no alto das 36 semanas e meia de gravidez ir muito longe da maternidade rs. 

E aí para não ficar em casa vendo o feriadão passar, decidimos fazer um bate-volta para algum lugar pertinho de Montevidéu, pensamos logo em Piriápolis.

Acho a cidadezinha encantadora, um destino que sempre recomendo quando me perguntam quais lugares incluir na visita ao paisito

Recomendo tanto para passar alguns dias, quanto para desfrutar uma tarde ou simplesmente para fazer uma parada no caminho a Punta del Este: o balneário funciona bem para os diferentes tipos - e tempos - de viagem.

Então no sábado pegamos a estrada rumo a Piriápolis, demoramos um tanto a sair de casa porque a animação do veranillo se viu abalada pela possibilidade de chuva, só se falava da iminente tempestade depois da bonança. 

E quando finalmente chegamos lá, me desanimei de cara, não pela chuva que ameaçou cair, mas pelas obras na rambla. 

Tinha esquecido totalmente que estavam colocando em prática o projeto da nova orla e encontramos um quebra-quebra na avenida principal com trânsito desviado e tudo mais.

Não rolava andar pela orla nesse trecho, eu queria sossego e brisa de mar, aí resolvemos tentar a sorte nos afastando mais do centro e do porto de Piriápolis. 


Seguimos em direção a Punta Negra e escolhemos o restaurante El Ranchonda para almoçar: que alegria! 

O restaurante tem aquela simplicidade acolhedora que te faz sentir bem, há verde em todos os lugares, nas paredes, decoração e plantas que cercam a casa. 

Por casualidade ou não, entramos e começou a tocar Gilberto Gil, um clima mais chill out impossível ao som de Refazenda, Esotérico e outros clássicos. 

Faltava só a comida ser boa! E era, na verdade era uma delicia. Comemos lindamente e fomos muito bem atendidos. Os ingredientes são frescos, pedi um peixe com creme de finas ervas e vi o rapaz indo pegar as ervas na horta dos fundos, aquela coisa dos detalhes que fazem a diferença.

Onde comer e dicas de Piriápolis Uruguai

Vale muito a pena esticar o passeio a Punta Negra e almoçar no El Ranchonda, não é tão fácil de achar, mas seguindo sempre pela rua da praia vai chegar um momento que encontrará a placa indicando a rua que entra para o restaurante.

Passamos o resto da tarde na praia lá em Punta Negra mesmo, num lugar que era ponto dos surfistas. Admiro a coragem de entrar na água congelada rs. Fiquei satisfeita só por andar descalça na areia e conseguir tirar umas fotos exibindo o barrigão! :)


Voltamos antes do sol cair pensando no chá da tarde no belíssimo Hotel Argentino

Na verdade, me empolguei no relato do passeio e a coisa ficou subjetiva demais, mas se tem duas atividades que acho imperdíveis em Piriápolis, são essas:

  • Subir o Cerro San Antonio de teleférico (chamado aerosillas)
  • Tomar o chá da tarde no Hotel Argentino 
O Cerro San Antonio já comentei nesse outro post e se estas imagens não te convencerem da razão de ir lá em cima, palavras não serão suficientes.

Bate-volta em Piriápolis desde Montevidéu

O teleférico é seguro, dá impressão que balança loucamente e é super alto, mas acho tranquilo. Se você não encarar a subida de jeito nenhum, ou chegar num dia que estiver fechado (costumava ser às quartas-feiras), é possível chegar ao Cerro de carro ou andando.

E o chá da tarde é uma dica que pouca gente conhece, o Hotel Argentino é magnífico e tem dois salões com vista ao mar (e consequentemente para o espetáculo que é o por do sol), um funciona apenas para hóspedes e outro está aberto ao público em geral.

Dica e o que fazer em Piriápolis Uruguai

Você pode ir lá, conseguir uma mesa na janela e curtir todo o visual tomando um chazinho e comendo alguma coisa gostosinha com muito doce de leite. Parece coisa de filme rs.

Nos distraímos com tanta belezura no caminho e não chegamos para o fim de tarde no hotel, nos despedimos do sol em algum canto da rambla mesmo e voltamos para Montevidéu gratos pelo dia.

O que fazer em Piriápolis no Uruguai
Dicas de bate-volta desde Montevidéu
Lugares para visitar no Uruguai
Piriápolis numa tarde
                                                              Fotos do fotógrafo da casa! :)

Me excedi nas fotos, mas não dava para ser diferente, muita coisa linda nessa tal de Piriápolis rs. 

E vocês, topam fazer o bate-volta?

Abraço! ;)

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5 destinos de verão no Uruguai

Nos últimos dias a temperatura esteve nas alturas, o país recebeu olas de calor e em muitas cidades os termômetros marcaram 40º ou mais! 

E com todo esse calorão o que as pessoas mais queriam era estar na praia, né?

O bacana é que desde Montevidéu o acesso a vários balneários é rápido e fácil, então dá para programar uma viagem curtinha no fim de semana, ou até mesmo fazer um bate-volta de poucas horas.

Como ainda teremos mais dias de verão pela frente, resolvi fazer uma lista com meus 5 destinos preferidos para curtir a estação no Uruguai. 


1- Cabo Polonio

Cabo Polonio Uruguai

Cabo Polonio definitivamente é a joia do litoral uruguaio. O lugar é único, pitoresco, tem belas paisagens e uma energia incrível.
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O poetinha e o Uruguai

Sábado celebramos o centenário de Vinícius de Moraes, uma figura da história brasileira que tenho especial admiração. 

Gosto dos seus versos, gosto da bossa, da simplicidade, da boemia e dos contos da vida.

Vinicius de Moraes Uruguai

Mas o que eu não sabia até pouco tempo atrás era que ele também tinha uma relação com o paisito, chegou a viver um tempo em Montevideo.

Vinícius se formou em Direito e prestou carreira diplomática durante muitos anos, em paralelo escreveu livros, crônicas, poemas, colunas em jornais, estudou cinema, produziu filmes. E ainda cantou e compôs canções que emocionaram gerações em todo o mundo.

Sua mudança ao Uruguay ocorreu no final do ano 1957 devido a compromissos com a diplomacia, ele foi transferido para a Embaixada do Brasil e permaneceu no país até 1960.

Descobri essa passagem na história do Vinícius quando vi que a pracinha do meu bairro era uma homenagem a ele. Uma pracinha modesta, pequenina, com alguns balanços a caminho do mar. Pena que perdi as fotos, vou ficar devendo.

Outra curiosidade que achei o máximo foi saber que a tal casa muito engraçada que não tinha teto, não tinha nada que cantei toda minha infância, existe! E é nada menos que a fantástica Casa Pueblo.

O verso original terminava assim: Mas era feita de pororó / Era a casa de Vilaró.  

Vinícius e o artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró eram amigos, o brasileiro frequentava a Casa Pueblo e numa dessas visitas ele improvisou versos para entreter as filhas do artista, o resultado da brincadeira ficou registrado na canção.

Hoje visitando a casa encontramos a homenagem de Páez Vilaró: um dos quartos foi batizado com o nome do nosso poetinha.

Nos anos que passou em Montevideo, Vinícius morou num apartamento no bairro de Pocitos, lá ele escreveu a música A Felicidade, várias prosas e poesias. 

"Também eu deixava-me estar no terraço de meu apartamento, um dos mais altos de Pocitos: (...) eu por minha vez, ante a ideia de compartilhar com a bem-amada a visão dos amplos espaços crepusculares do estuário do rio da Prata, e de rodeá-la, com meus braços dentro das iluminações do poente oriental, punha-me, tal um menino que, ai de mim, já não sou mais, a tamborilar com os dedos e a cantar com ela alegres sambas do meu Rio, que não é da Prata nem do Ouro, mas que é cidade de muito instante, e em hoje mora, em casa única, o meu antes triste e multifário coração."

Após esse período servindo ao Itamaraty, ele continuou marcando presença em território uruguaio e argentino.

A escritora Liana Wenner lançou o livro chamado Nuestro Vinicius, onde conta detalhes da vida do poetinha em ambos países. 

Ele era aclamado pela classe artística rio platense, participava de especiais na televisão, seus livros ficavam entre os mais vendidos, os shows lotados. 

Ele fez muitos amigos, dizem que era um traço marcante do Vinícius essa facilidade de envolver-se com as pessoas, e muitos amigos do Brasil foram visitá-lo. A escritora conta casos de encontros com Maria Bethânia, Chico Buarque, Maysa, dentre outros, na casa dele em Mar del Plata, balneário argentino.

Vinicius também teve seus amores por essas bandas, é claro. A oitava esposa foi a argentina Marta Rodríguez, eles se conheceram em Punta del Este.

O livro já foi traduzido ao português e o título ficou Vinícius Portenho, achei um tanto contraditório, já que toda resenha e sinopse retrata as temporadas que ele passou na Argentina E Uruguai, a própria autora mostrou que é mais apropriado falar da influência dele em território rio platense - que abarca ambos países obviamente - mas ok, pulamos esse detalhe e focamos no conteúdo do livro rs. 

Em Montevideo fui apresentada ao show de Vinícius no La Fusa, um café cultural na Argentina onde ele costumava se apresentar com Toquinho e Maria Creuza na década de 70, o registro é um clássico na região e entrou na lista dos meus discos preferidos. 

E desse jeito conheci o Vinícius deles, o Vinícius nosso. A vida é mesmo a arte do encontro...

Abraço! ;)

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Enoturismo em Punta: Bodega Alto de la Ballena

É fácil pensar em Punta del Este e logo imaginar praias, cassinos e festas, né?

O que pouca gente costuma imaginar é que na região mais badalada do paisito dá para fazer também enoturismo.

Enoturismo de qualidade, diga-se de passagem.

Lá pertinho do balneário há uma vinícola chamada Alto de la Ballena que oferece visitas guiadas e degustações.
                                                                               
Acho sempre um passeio imperdível para quem está viajando, não há quem não se renda ao charme dos vinhedos e uma degustação bem conduzida é sempre um prazer: são tantas as curiosidades interessantes que envolvem a produção da bebida e o jogo com os sentidos - olfato, vista, paladar, etc - é daqueles gostoso de jogar.

Outro ponto que vejo como positivo no enoturismo uruguaio é que a maioria das vinícolas são negócios de família, vemos pais, filhos e irmãos trabalhando juntos, o que torna o ambiente mais acolhedor.
E apesar do mundo do vinho ter lá suas frescuras, no Uruguay acho tudo muito acessível, chegamos nas vinícolas ou eventos especializados e sempre encontramos os proprietários dispostos a trocar figurinhas com os consumidores.

A bodega Alto de la Ballena possui uma ótima estrutura para receber os visitantes, os vinhos são excelentes, a vista da sala de degustações é belíssima e para os amantes dessa bebida que já sonharam em ter uma vinícola para chamar de sua rs, a história do casal dono do local é no mínimo inspiradora! 
                                    


Punta del Este é ainda palco de grandes eventos enogastronômicos durante todo o ano, como por exemplo, o Salón del Vino Fino no famoso Hotel Conrad e o requintado Food & Wine Festival.

Próximo a Punta del Este há também a Bodega Garzón, um empreendimento de alto padrão, sem esse toque familiar que comentei anteriormente, que promete além das tradicionais catas de vinhos e azeite de oliva, propostas de lazer que incluem até passeios de balão.

Uruguay é mesmo um destino cheio de surpresas boas, não me canso de dizer! :)


Mais informações sobre as visitas à bodega Alto de la Ballena:

Há 3 tipos de visitas que custam 30, 40 e 50 dólares (a diferença corresponde à escolha dos grupos de vinhos que serão degustados).

Todas incluem passeio pelo vinhedo de Syrah que fica na parte alta da propriedade e a degustação acompanha queijos e pães.

O horário depende da estação do ano e disponibilidade da vinícola,  portanto reservas são necessárias. Agora no inverno as visitas acontecem a partir das 11h.

Vocês podem telefonar (094 410 328) ou enviar e-mail para visitas@altodelaballena.com .

O pagamento é feito em espécie, eles não trabalham com cartões.

Endereço:

Ruta 12 - Km. 16
Sierra de la Ballena - Maldonado


Abraço! 
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Onde comer em Piriápolis

Vira e mexe estou falando de comida aqui no blog, não tem jeito!

É que comer bem me deixa numa alegria danada e eu sinto quase uma obrigação em dividir com todo mundo esses achados.

O restaurante de hoje fica lá em Piriápolis e se chama Trattoria da Piero: tem uma pinta praieira bacana,  fica em frente a praia - vizinho ao Apart Hotel Terrazas de San Francisco - e parece mais caro do que de fato é.

O nome me faz lembrar a Itália e massas, e quando estou na praia preciso comer peixe. Um dia deixei essa história do nome de lado e nos animamos a entrar: o cardápio tem de tudo um pouco.

Como não podia deixar de ser, escolhi peixe, claro.

Meu prato foi "brotola a las finas hierbas" e estava excelente -  brotola é um peixe muito comum na costa uruguaia.

O filé do peixe vem em volta de um purê de batata gratinado e tem um creme de ervas e queijo parmesão:


A escolha do meu namorado foi "pesca del día con salsa salmoriglio y vegetales", o peixe do dia era o linguado. 


Não tinha ideia do que era "salmoriglio" rs, mas é uma delicia, é um condimento da cozinha siciliana - olha a culinária italiana aí também - feito com azeite de oliva, limão e outros ingredientes. 

Os pratos até parecem pequenos, mas não são. E o preço é bom, custa entre 300 e 330 pesos uruguaios ( entre R$30 e R$33). 

No centrinho de Piriápolis tem muito restaurante que oferece o menú turistico por 290 que inclui  um refrigerante ou água,  prato principal e alguma sobremesa simples. 

Lá na Trattoria da Piero há um menú assim também que custa 370 pesos uruguaios. 

E hoje voltando de outra viagem - tema dos próximos posts - decidimos parar em Piriápolis para almoçar, e voltamos na Trattoria de Piero. Pedimos peixe de novo rs e estava igualmente delicioso!


Pedi "brotola com crema de camarones", um prato bem parecido ao que já tinha provado: o filé em volta do purê de batata gratinado, a diferença ficava no creme usado e nos camarões dando o ar da graça.


Meu namorado pediu de novo o peixe do dia com a diferença que o peixe de hoje era a brotola.


Para acompanhar pedimos um vinho chardonnay... e depois fomos tirar uma sonequinha no parque sob a sombra das arvores.

Fica a dica para quem passar pelo simpático balneário! ;)

Abraço!

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Hospedagem em Piriápolis

Fim de semana passado fomos a Piriápolis e voltei mais encantada com o lugar, definitivamente é minha cidadezinha preferida aqui no Uruguai.

Não sei dizer exatamente o motivo, só sei que é uma paz enorme que sinto lá que me dá a sensação de estar em casa.

Piriápolis nessa época do ano não tem agito nem badalação, não tem os edifícios nem as lojas de luxo da vizinha Punta del Este para encher os olhos dos visitantes, não há uma lista interminável de atividades e, cá entre nós, a graça está justamente nessa despretensiosa falta do que fazer.

A ideia do fim de semana era descansar, namorar e aproveitar a tranquilidade. Procurando hotéis encontrei muitas opções a bons preços - bendita seja a baixa estação!

Achei  muito hotel arrumadinho disponível na média de 70 dólares, mas eu não queria um quarto de hotel equipado, queria algo mais rústico com cara de casa de praia, com uma varandinha onde pudesse ver o mar, e isso não foi tão fácil de achar.

Daí lembrei de um hotel que reunia essas características e  entrei em contato, quando me disseram que tinha uma rede na varanda, conquistaram meu coração rs!



O hotel é o Apart Hotel Terrazas de San Francisco e recomendo muito.

O apartamento é ótimo, fica em frente a praia, e na varanda além da rede, tem uma mesinha e cadeiras que fazem o café da manhã a coisa mais linda para começar o dia.

Como é um apart-hotel, tem também uma mini cozinha com fogão, geladeira, mesa, cafeteira e todos os utensílios como pratos, panelas, etc. 

O quarto tem ar, armário, tv de plasma, cama confortável. E o banheiro tem um chuveiro que cai água de verdade - detesto chuveiro com água fraca.

Ah, e da varanda ainda dá para escutar o barulhinho do mar: muita alegria no meu coração rs! :P

A diária custou 1.790 pesos uruguaios, mais ou menos R$179, os quartos menores custam R$159.



P.S.: o café da manhã não está incluído na diária, compramos coisinhas no super e tudo ok!

P.S2.: não tenho fotos do quarto, quem quiser ver mais, dá uma olhada nas fotos do site.

Abraço! ;)

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Visitando a Casapueblo

Sim, faz tempo que não apareço, ou melhor, não escrevo! :(

Daí que volto cheia de poesia, falando de um dos lugares mais legais que já conheci nesse mundão de meu deus: a Casapueblo!


E não dá para falar da casa sem antes falar brevemente do criador, o artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró

Uma parte importante da sua obra está dedicada ao universo do candombe, um ritmo afro percussivo tradicional no Uruguai, já fascinado e imerso nas tradições da comunidade negra no próprio país, o Carlos Páez viajou por diversos destinos no continente africano e outros de forte influência negra como a Bahia - onde fez amizade com Jorge Amado a quem dedicou posteriormente um espaço especial na Casapueblo - em busca de mais inspiração, conhecimento e vivências. 



O Museo-Taller de Casapueblo fica em Punta Ballena, apenas 15 minutos da badalada Punta Del Este. O lugar inclui o museu, galeria de arte, um hotel e uma vista deslumbrante. Lá há muitas obras a venda e souvenir a preços razoáveis. 



Carlos Páez não é arquiteto, mas construiu a casa inspirado no homem do campo e no hornero, nosso conhecido pássaro João de Barro, numa "luta" aberta contra as linhas retas tradicionais. 

Para as pessoas mais observadoras ou sensíveis talvez, em vários pontos da casa dá a impressão de sentir a casa moldada pelas mãos do homem que dá forma em perfeita harmonia com a natureza ao redor.

A casa também tem um forte toque mediterrâneo, lembra muito as construções da Grécia. 


A casa por si só já vale - e muito - uma visita, seja no inverno ou verão (nessas fotos de diferentes visitas dá para perceber que as camadas de roupa mudaram hehe, mas o passeio continuou incrível).

O horário mais recomendado é no final de tarde:
 o por do sol na Casapueblo é inesquecível, de verdade. A desvantagem é que vai estar sempre mais cheio.


Há um café e uma varandinha onde podemos desfrutar o belo fim de tarde com a poesia de Carlos Páez Vilaró de fundo que vai te deixar mais leve, agradecido e feliz.

Deixo um vídeo que encontrei no Youtube para os que ainda não foram possam curtir esse momento também! E um trecho da poesia para todos aqueles que também se sentem "milionários em sóis": 


Chau Sol…! Te quiero mucho…
Cuando era niño quería alcanzarte con mi barrilete. Ahora que soy viejo, sólo me resigno a saludarte mientras la tarde bosteza por tu boca de mimbre.
Chau Sol…! Gracias por provocarnos una lágrima, al pensar que iluminaste también la vida de nuestros abuelos, de nuestros padres y la de todos los seres queridos que ya no están junto a nosotros, pero que te siguen disfrutando desde otra altura.
Adiós Sol…! Mañana te espero otra vez. Casapueblo es tu casa, por eso todos la llaman la casa del sol. El sol de mi vida de artista. El sol de mi soledad. Es que me siento millonario en soles, que guardo en la alcancía del horizonte.




Abraço! ;)


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